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Governo: "Não temos notícia" que alguma carne adulterada "tenha entrado em Portugal"

Capoulas Santos, ministro da Agricultura, garantiu que os sistemas de rastreabilidade estão a funcionar e que não tem indicação de que alguma carne adulterada proveniente do Brasil tenha entrado em Portugal. Mas deu indicações para se apertar a fiscalização.

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Bruno Simão
Alexandra Machado amachado@negocios.pt 21 de Março de 2017 às 14:46
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Lembrando que Portugal importa pouca carne do Brasil, cerca de 3,5-4% das importações de carne, o ministro da Agricultura, Capoulas Santos, mostrou-se confiante no sistema de rastreabilidade nacional e europeu, onde existe um sistema de alerta.

Capoulas Santos garantiu, no "briefing" após o Conselho de Ministros, que "não foi detectado, no último ano, nenhuma desconformidade". As irregularidades detectadas, acrescentou, foram apenas de rotulagem e "não de qualidade da carne". É por isso que acrescenta que "não temos notícia que algum produto adulterado tenha entrado em Portugal".

Ainda assim, deu instruções para se reforçarem as acções de fiscalização, para que não subsistam dúvidas. E pediu à Direcção-Geral de Veterinária que vá prestando os esclarecimentos necessários.

Já esta manhã, a Direcção-Geral de Veterinária, em conferência de imprensa, afirmou não ter indícios de perigo para a saúde na carne importada do Brasil, mas os produtos em armazém serão objecto de um controlo reforçado por parte da ASAE (Autoridade de Segurança Alimentar e Económica).

"Todos os produtos que entraram em Portugal apresentavam características absolutamente normais, portanto não há necessidade alguma de desencadear uma acção para os retirar do mercado", afirmou Fernando Bernardo, citado pela Lusa, acrescentando que as importações de carne do Brasil não serão proibidas, à excepção das que tenham origem nas quatro empresas identificadas num caso de fraude no Brasil, cujas importações já estão "bloqueadas" pela União Europeia. A Direcção-Geral diz mesmo não haver "motivos para as pessoas se sentirem preocupadas", já que "a exposição dos portugueses a qualquer eventual risco que pudesse existir nestes produtos é extremamente baixa".

"A carne em que foi detectado o uso de substâncias ilícitas, na maior parte, não veio para a Europa, foi para países asiáticos e do Médio Oriente", acrescentou ainda o mesmo responsável, antes das declarações do titular da pasta da Agricultura. 

Não foi apenas a União Europeia a limitar a entrada de carne do Brasil. Foi também a China, a Coreia do Sul e Chile. O que aconteceu depois da polícia federal brasil ter avançado com a operação Carne Fraca, no âmbito da qual investigou durante dois anos os alegados subornos de empresas a inspectores agrícolas para conseguirem colocar no mercado carne imprópria para consumo. Para já estão duas empresas identificadas: a BRF, que comercializa as carnes Sadia e Perdigão, e a JBS, com as marcas Seara e Big Frango. Ambas as empresas, citadas pela Folha de São Paulo, disseram estar a colaborar com as autoridades, garantindo não compactuarem com actos ilícitos.

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