Mota-Engil assina contrato para venda de créditos de carbono no Malawi
A Mota-Engil anunciou esta quinta-feira que, através da sua participada Mamaland, celebrou um contrato exclusivo de comercialização e venda de créditos de carbono com a Trafigura, um dos principais fornecedores e "traders" mundiais de "commodities" que é seu parceiro no projeto do Corredor do Lobito, em Angola.
Em comunicado à CMVM, o grupo português salienta que, “adicionalmente, este contrato prevê o pagamento de um montante inicial de até 100 milhões de dólares norte-americanos, dos quais 50% serão pagos na sequência da assinatura do mesmo, pelo direito de exclusividade e como adiantamento”.
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O contrato, com uma duração de 40 anos, “abrange um portefólio de 14 florestas
localizadas no Malawi, com uma área total aproximada de 550 mil hectares,
exploradas ao abrigo de contratos de concessão celebrados com o Governo do Malawi”, diz a Mota-Engil. O grupo acrescenta ainda que “aquelas
florestas, ao longo do período de vigência do contrato, deverão gerar mais de 30 milhões de toneladas de créditos de remoção de carbono de elevada
integridade, de acordo com a
metodologia Verra “VM0047” e com certificação CCB (Verra ID 5730), sendo que os
mesmos serão transacionados em mercado aberto, com as receitas a serem
integralmente pagas à Mamaland, descontando a comissão de comercialização que a
Trafigura terá direito”.
Com este contrato, a Mota-Engil afirma que “reforça a visibilidade e a escala do seu negócio de restauração de espécies nativas e de agro-florestação em África, no qual tem vindo a investir nos últimos anos, na sequência da aquisição da Empresa Agrícola Florestal Portuguesa (atualmente designada Mamaland).
Afirma ainda que "a parceria com um operador global de referência no mercado reforça ainda a contribuição ativa da Mota-Engil para um projeto sustentável de reflorestação no Malawi, gerando benefícios tanto para as comunidades locais como para o planeta”.
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