Renova aposta em novos mercados com papel higiénico feito com fibras têxteis recicladas
A Renova está a apostar em mercados do norte e centro da Europa através de uma gama inovadora de papel higiénico feito com fibras têxteis recicladas, disse esta segunda-feira o CEO da Renova, Paulo Pereira da Silva, em Lisboa.
Noruega, Dinamarca, Alemanha e países bálticos foram os mercados escolhidos para o lançamento, em lojas físicas e online, da nova marca de papel Textilpapier que, segundo o CEO da Renova, junta "a suavidade do têxtil e a higiene do papel".
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"Noruega e Dinamarca são mercados totalmente novos para a Renova, onde entrámos há poucos meses com este produto inovador", disse à agência Lusa.
Em Portugal, o novo produto está a ser comercializado em algumas lojas físicas e online.
Num debate no International Club of Portugal, sobre o tema "As aventuras de uma marca portuguesa no mercado internacional", Paulo Pereira da Silva referiu os desafios que a disrupção tecnológica e a Inteligência Artificial (IA) colocam a uma empresa industrial como a Renova, fundada em 1939 em Torres Novas.
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"Temos feito muita coisa com recurso à IA, desde o produto à embalagem, passando pelo tratamento de dados", esclareceu.
Antes da entrada no centro e norte da Europa, a Renova já tinha feito a sua internacionalização em mercados como Espanha, França, Alemanha, Reino Unido, México, Coreia do Sul e China.
Na China, a marca portuguesa tem apostado na loja online Alibaba e na rede social Tik Tok, através de produtos 'premium'. Há já alguns anos, instalou na sua sede um gabinete com dois funcionários chineses para "fazer uma aprendizagem no Tik Tok, que é onde as pessoas novas estão", contou Pereira da Silva.
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Como exemplo de inovação, o CEO da Renova recordou, uma vez mais, a história do lançamento do papel higiénico de cor preta, que tornou a marca portuguesa reconhecida internacionalmente e posicionou os seus produtos no segmento 'premium'.
"A Renova escolheu fazer a sua internacionalização através da marca. O meu trabalho tem sido o de desenvolver uma marca portuguesa pelo mundo", assinalou.
Para continuar a inovar, é preciso "escolher as pessoas e deixar as equipas trabalhar, delegando poder. E criar uma cultura de empresa", disse ainda Pereira da Silva.
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"Inovar é a nossa sobrevivência, senão morremos", concluiu.
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