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Aluguer de automóveis trava 60% no ano da pandemia

As empresas de rent-a-car perderam 445 milhões de euros de receitas em Portugal, em resultado da quebra no tráfego aéreo e na ocupação hoteleira. Informa D&B prevê que o setor ainda vai demorar três anos até voltar a 2019.

A taxa de ocupação esperada pelo setor do rent-a-car para a época alta é de 20%.
Yuriko Nakao/Reuters
António Larguesa alarguesa@negocios.pt 18 de Junho de 2021 às 12:06
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De 740 milhões para 295 milhões de euros. A faturação do setor do aluguer de automóveis caiu perto de 60% no ano passado, que ficou marcada pelo início da pandemia de covid-19.

 

A quebra do tráfego de passageiros nos aeroportos portugueses (-70%) e do número de dormidas em estabelecimentos hoteleiros (-63%) são as principais causas apontadas pela Informa D&B.

 

Estes dados apontam para um comportamento ainda mais negativo do que o projetado em maio de 2020 pela Associação dos Industriais de Aluguer de Automóveis (ARAC), que previa perder "apenas" metade das vendas do ano anterior, que tinha sido o melhor de sempre.

Um estudo setorial divulgado esta sexta-feira, 18 de junho, projeta, por outro lado, o relançamento da atividade a partir do segundo semestre deste ano, assente na diminuição das restrições à mobilidade com o avançar do plano de vacinação.

 

No entanto, a empresa de estudos de mercado antecipa que o valor das receitas registado em 2019, quando havia 790 empresas de rent-a-car a operar em Portugal (240 delas no distrito de Lisboa), "não deverá ser atingido antes de 2024".

 

"Desde 2014 que o setor registava uma tendência contínua de crescimento. As políticas de ajustamento da estrutura e da frota continuarão a ser fundamentais para garantir a viabilidade das empresas de aluguer de viaturas a curto prazo, prevendo-se que o processo de concentração da oferta se intensifique", sustenta a Informa D&B.

 

Segundo os dados incluídos num comunicado enviado às redações, no ano passado, os cinco principais operadores detinham uma quota de mercado conjunta de 63%, subindo para os 80% se for alargada às dez maiores empresas neste ramo de atividade.
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