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Renault corta dividendo após primeiro prejuízo em dez anos

A construtora automóvel francesa vai pagar um dividendo de 1,10 euros por ação, o que compara com 3,55 pagos no ano passado.

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Nuno Carregueiro nc@negocios.pt 14 de Fevereiro de 2020 às 09:38
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A Renault fechou 2019 com um resultado líquido negativo de 141 milhões de euros, o que compara com lucros de 3,3 mil milhões de euros em 2018.

 

A construtora automóvel francesa registou o primeiro prejuízo da última década, o que levou a companhia a anunciar um corte na remuneração aos acionistas. A Renault vai pagar um dividendo de 1,10 euros por ação, o que compara com 3,55 euros por ação pagos no ano passado.

 

A Renault foi penalizada pela redução da procura no setor automóvel, mas sobretudo por provisões e imparidades relacionadas com vários negócios, com destaque para as joint-ventures na China. Os analistas contavam com lucros de 1,77 mil milhões de euros.     

 

A companhia francesa, detida em 43% pela nipónica Nissan, viu as receitas descerem 3,3% para 55,54 mil milhões de euros, em linha com as estimativas dos analistas. Para este ano a Renault estima receitas em linha com as alcançadas em 2019 e uma margem operacional entre 3 e 4%, abaixo dos 4,8% de 2019 e do anteriormente previsto pela companhia.

 

"Não estamos satisfeitos com estes resultados", disse a CEO interina da Renault, Clotilde Delbos, que vai ter o seu lugar ocupado por Luca de Meo, antigo presidente da Seat, em julho. A ainda líder da Renault anunciou um plano de corte de custos para poupar 2 mil milhões de euros em três anos.      

 

As ações da Renault estão a reagir em queda a estes resultados e corte de dividendos. Registam uma queda de 2,92% para 33,80 euros e já estiveram a descer mais de 4%.

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