Ricciardi: Morais Pires “foi interveniente directo” no esquema da Eurofin

José Maria Ricciardi garante que Amílcar Morais Pires foi “interveniente directo em graves operações financeiras que estão a ser objecto de investigação criminal”.
José Maria Ricciardi
Miguel Baltazar/Negócios
15 de Dezembro de 2014 às 21:11

Amílcar Morais Pires foi "interveniente directo em graves operações financeiras que estão a ser objecto de investigação criminal", acusa José Maria Ricciardi, presidente do BES Investimento, numa carta enviada esta segunda-feira, 15 de Dezembro, à comissão parlamentar de inquérito à gestão do BES e do GES. Em causa está o esquema de financiamento do banco e do grupo, através da Eurofin, que o governador do Banco de Portugal considerou "fraudulento".

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A missiva surge depois de o antigo administrador financeiro do BES ter ido ao Parlamento afirmar que Ricciardi era um dos números dois de Ricardo Salgado, antigo presidente do BES. "Havia pessoas muito importantes a trabalhar no banco", sublinhou Morais Pires, referindo expressamente "o dr. José Maria Ricciardi".

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O presidente do BESI contesta esta visão, referindo que o objectivo de Morais Pires com as declarações sobre si foi "camuflar a sua eventual responsabilidade" e "desvalorizar a sua especial relevância dentro do banco".

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Mas mais de duas páginas da missiva de Ricciardi são dedicadas a afastar a sua responsabilidade na avaliação do risco da Espírito Santo International que serviu de base à comercialização de papel comercial desta "holding" junto de clientes de retalho do BES. O banqueiro garante que essa "avaliação não obedeceu à tramitação habitualmente exigida", não tendo sido do conhecimento do administrador responsável pelo departamento de risco, Joaquim Goes.

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Além disso, o presidente do BESI afirma que a decisão de colocar papel comercial junto dos clientes do BES "competia ao departamento de gestão de poupança, dirigido pelo administrador dr. Morais Pires".

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