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Abanca alcança lucros de 405 milhões de euros em 2019

O banco liderado por Juan Carlos Escotet registou um aumento dos resultados de 6,7% no final do ano passado.

Rita Atalaia ritaatalaia@negocios.pt 04 de Fevereiro de 2020 às 10:43
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O Abanca obteve lucros de 405 milhões de euros no final do ano passado. Um valor que representa um aumento de 6,7% em relação ao período homólogo. As contas são apresentadas depois de concluída a integração do Deutsche Bank em Portugal e comprado a operação da Caixa Geral de Depósitos em Espanha.

"O resultado obtido pelo Abanca em 2019 reflete a boa evolução do seu negócio com clientes. A margem financeira aumentou 2,4% graças a esta atividade de retalho. A margem comercial cresceu de forma sustentada devido ao efeito do dinamismo do negócio e de uma boa gestão de pricing", de acordo o comunicado enviado esta quarta-feira. 

"O ano de 2019 foi marcado por um importante aumento do volume de negócio, que já supera os 85.000 milhões de euros", refere o banco, notando que isto "foi alcançado graças à combinação de crescimento orgânico gerado pelo forte dinamismo comercial, especialmente no segmento de financiamento a PME, com o contributo para o negócio das aquisições do Deutsche Bank PCB Portugal e do Banco Caixa Geral, em Espanha". 

O volume de negócios aumentou 23% no ano passado, superando os 85.000 milhões de euros, refere a instituição financeira. 

Sobre a qualidade da carteira de crédito, a instituição financeira afirma ter registado uma melhoria. "O Abanca 
continuou também a melhorar a qualidade da sua carteira de crédito através da sua taxa de incumprimento que já se situa abaixo dos 3% (2,8%) e uma taxa de cobertura dos ativos não produtivos de 58,8%, que é a mais elevada do setor".

O banco refere ainda que o "elevado nível de capitalização, que supera amplamente os requisitos regulatórios, e uma estrutura saudável de financiamento são outros elementos chave que situam o Abanca como uma das entidades mais saudáveis do sistema financeiro espanhol, tal como é evidenciado pelo seu rácio Texas de 33,6%". 

Já a "base de custos manteve-se estável, apesar das recentes integrações e do investimento significativo de 91,5 milhões de euros em tecnologia para melhorar as capacidades tecnológicas e de negócio do banco".

Sobre Portugal, o banco adianta que o desempenho da operação está acima do planeado, com os depósitos de clientes a crescerem mais 14% do que estava previsto. 

Os resultados são apresentados numa altura em que o Abanca é apontado como um dos possíveis interessados na participação de 42,5% que Isabel dos Santos detém no EuroBic. Isto depois de ter concluído a integração do Deutsche Bank em Portugal e comprado a operação da Caixa Geral de Depósitos em Espanha.

A integração destas duas entidades foi realizada "com êxito", tanto "do ponto de vista tecnológico, como a nível do negócio", salienta o banco, notando ainda que as operações "geraram valor sem afetar o negócio atual". 
A jornalista viajou para Santiago de Compostela a convite do Abanca.
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