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Ações do Credit Suisse afundam mais de 11% no arranque da sessão

Ações seguem a cair depois de o CEO da instituição financeira ter falhado a missão de assegurar a estabilidade financeira do banco suíço. Desde o início do ano, títulos do Credit Suisse já caíram mais de 58%.

Reuters
Sílvia Abreu silviaabreu@negocios.pt 03 de Outubro de 2022 às 10:13
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As ações do Credit Suisse atingiram um novo mínimo, depois das tentativas do CEO do banco, Ulrich Koerner, de tranquilizar os mercados quanto à estabilidade financeira da instituição terem agravado a sensação de incerteza em torno do banco suíço.

Desde o arranque da negociação, as ações do banco já chegaram a cair mais de 11%, estando neste momento a recuar 8,70% para 3,63 francos suíços por título. Desde o início do ano, as ações do banco já caíram 58,75% e, segundo a Bloomberg, a instituição caminha para fechar o ano com a maior queda de sempre.

Ulrich Koerner tentou tranquilizar os mercados durante o fim de semana, depois das ações terem caído para um novo mínimo e de os contratos de Swap, o Credit Default Swap, terem subido na passada semana. O CEO assegurou, numa nota, o capital e liquidez do banco, mas admitiu que a empresa atravessa "um momento crítico".

Informou ainda os funcionários que serão dadas atualizações regulares até à apresentação do novo plano de restruturação, a 27 de outubro. A instituição financeira está a implementar um plano estratégico que prevê a redução da área de banca de investimento e focar-se na gestão de fortunas.

O Financial Times avançou no final de setembro que o banco suíço tem planos para dividir a sua operação do banco de investimento em três unidades, de forma a contornar as perdas dos últimos três anos.
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