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Apollo já tem autorização de Bruxelas para ficar com a Açoreana

A seguradora que pertencia ao grupo de herdeiros de Horácio Roque já pode ser adquirida pelo fundo americano Apollo. Não há problemas de concorrência. A autorização foi dada esta segunda-feira.

Carolina Cravinho
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O fundo americano Apollo já tem a autorização da Comissão Europeia para adquirir a seguradora Açoreana, que era detida pelo Banif e pelos herdeiros de Horácio Roque. Os valores do negócio continuam sem ser conhecidos e ainda há mais autorizações por chegar. 

 

"A Comissão Europeia aprovou […] a aquisição da Açoreana Seguros, de Portugal, por subsidiárias da Apollo Management, dos Estados Unidos", é a indicação que consta na nota de imprensa de 23 de Maio.

 

Bruxelas tem de se pronunciar sobre aspectos relativos à concorrência e, nesse aspecto, não há problemas: "A Comissão concluiu que a aquisição proposta não levanta preocupações concorrenciais, em particular devido às muito limitadas sobreposições entre as actividades das duas companhias". As áreas de negócio em causa são as de seguros do ramo vida, não vida e resseguro. A Apollo é a dona da Tranquilidade. 

 

A notificação da operação de compra ocorreu a 21 de Abril, sendo que a decisão foi tomada na sexta-feira passada, dia 20. O acordo para a compra e capitalização foi alcançado a 28 de Março. 

 

Além da aquisição, a Apollo também se comprometeu a capitalizar a Açoreana porque esta ficou com um buraco após a resolução do Banif. A seguradora é detida em 47,7% pela Oitante, veículo que ficou com os activos que o Santander Totta não quis comprar ao Banif, e em 52,3% pela Soil SGPS, sociedade de herdeiros de Horácio Roque, o fundador da instituição. Contudo, a Soil não vai receber todo o montante recebido: como o Negócios já deu conta, tanto a Caixa Geral de Depósitos como o próprio Totta têm montantes a receber da exposição creditícia que aquela "holding" lhes tem.

 

O fundo Apollo esteve na corrida pelo Banif, que foi para o Totta (os líderes da Apollo vão esta terça-feira à comissão de inquérito ao Banif), tendo-se depois lançado à compra da Açoreana. Além do sim de Bruxelas, a operação também carece de aprovação do regulador dos seguros, ASF, e da Autoridade da Concorrência portuguesa. Antes de notificação às autoridades, todo o negócio foi acompanhado pela autoridade presidida por José Almaça dada a situação de urgência na Açoreana. 

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