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BBVA e Sabadell rompem negociações para fusão

O banco catalão considerou que a proposta em cima da mesa não avaliava devidamente os seus ativos, pelo que optou por romper as negociações com o BBVA e seguir a estratégia de crescimento orgânico.

8 - BBVA – Serviços financeiros
Andrea Comas - Reuters
Nuno Carregueiro nc@negocios.pt 27 de Novembro de 2020 às 07:53
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O Sabadell e o BBVA romperam as negociações que duravam há cerca de 11 dias para uma fusão entre as duas instituições, anunciaram os bancos em comunicado aos reguladores durante esta madrugada.

O banco catalão considerou que a proposta em cima da mesa não avaliava devidamente os seus ativos e o preço não compensava a perda de independência que resultaria da fusão, pelo que optou seguir a estratégia de crescimento orgânico no mercado espanhol.

"O Banco Sabadell decidiu dar por finalizadas as conversações por não ter sido alcançado entre as partes um acordo sobre a eventual troca de ações entre ambas as entidades", refere o Sabadell num comunicado à CNVM.

Já o BBVA assinala, sem mais detalhes, que "as conversações relacionadas com uma operação de fusão com o Banco Sabadell foram concluídas sem que se tenha chegado a um acordo".

As ações do Sabadell estão a reagir em forte queda, enquanto o BBVA até valoriza. O banco catalão afunda 10,87% para 0,3585 euros, ainda assim a aliviar de uma queda mais forte logo no início da sessão. 

Este desenlace surpreendente representa assim um passo atrás no processo de consolidação que se está a assistir na banca espanhol, que tinha em marcha três operações de fusão. Mantêm-se assim as fusões entre o CaixaBank e Bankia, que resultará no líder da banca no mercado espanhol, bem como entre Liberbank e o Unicaja.

A fusão entre o Sabadell e o BBVA não chegou sequer a concluir a fase de due diligence (avaliação das contas e ativos por entidades independentes), sendo que estava previsto que da operação resultasse um plano de corte de 6.000 postos de trabalho e o encerramento de mais de, no mínimo, 1.250 agências bancárias. 

As sinergias deveriam alcançar perto de 800 milhões de euros em 2023, naquele que é um valor semelhante ao que é esperado na fusão entre o CaixaBank e o Bankia (770 milhões). 

Se a fusão fosse para a frente, seria criada uma instituição financeira com cerca de 960 mil milhões de euros em activos, consolidando o segundo lugar entre bancos com origem em Espanha. Ficaria mais perto do líder Santander (com forte presença internacional) e mais distante da entidade que resultou da fusão entre o Bankia e o CaixaBank, que em Portugal controla 100% do capital do BPI.

 

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