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BBVA Portugal regressa ao lucro após despedimentos colectivos

O BBVA está reduzido a 12 balcões de banco de retalho em Portugal. Foi um corte de 85% em cinco anos. A reestruturação teve custos mas, mesmo assim, não impediu o resultado líquido positivo de 2,8 milhões em 2015.

Bruno Simão
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O BBVA Portugal voltou aos lucros. Depois de prejuízos acumulados de quase 300 milhões de euros nos últimos anos, o resultado líquido apresentado pela instituição financeira no país foi de 2,8 milhões de euros. Um resultado tímido que, mesmo assim, já agrega os custos com a reestruturação devidos pelo processo de despedimento colectivo.

 

O resultado líquido do BBVA Portugal obtido em 2015 foi o primeiro em terreno positivo desde 2009. O lucro de 2,8 milhões compara com o prejuízo de 62 milhões obtido no ano anterior. O número foi transmitido aos jornalistas num encontro com o líder da operação portuguesa do banco espanhol, Luís Castro e Almeida, no cargo desde Junho de 2015.

 

O lucro inclui os custos de reestruturação, como o despedimento colectivo que ocorreu no ano passado, já sob a chefia de Castro e Almeida (o outro processo de despedimento tinha ocorrido quando Alberto Charro ainda era o presidente executivo, no final de 2014). Desde 2010, foram fechadas 85% das agências, devido ao foco na ligação online. Neste momento, há 12 balcões. Há cinco anos, superavam as 90 agências. Ficaram perto de 400 trabalhadores, metade do quadro registado em 2010.

 

"Não vamos fechar mais agências". Esta é a garantia de Luís Castro e Almeida. As outras infra-estruturas sob a insígnia espanhola pertencem a seis centros do serviço digital (o BBVA Consigo), dois centros para empresas e ainda dois de banca privada. Contudo, o gestor não descarta a possibilidade de vir a abrir novas destas unidades. 

Mas não será uma compra em massa - há dois anos, aquando da reestruturação, a entidade quis deixar de ser universal. "Em 2014, chegámos à conclusão de que não era rentável [ser banco universal] para um banco com uma quota de mercado reduzida". O enfoque passou para os clientes "premium", de mais alto rendimento. "Decidimos ser um banco de nicho de mercado", refere. Foi nessa sequência que, por exemplo, o banco fechou a torneira dos créditos à habitação.

 

A necessidade de reinvenção da banca é defendida por Luís Castro e Almeida, que argumenta que o BBVA adiantou-se em Portugal com a redução da estrutura de custos. "Nem as agências nem as ATM são rentáveis", disse, adiantando que, do lado do produto bancário, além da margem estar comprimida (com menos crédito e com a necessidade de pagar por depósitos), as comissões são menores devido à maior regulação. E o problema que precisa ser discutido é como haverá capital para responder às novas exigências de solidez quando a conta de resultados continua magra. 

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