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BCE anuncia fim da folga nas exigências de capital da banca

Flexibilidade nos requisitos de capital termina neste ano. Banco Central Europeu não comenta casos específicos, mas sublinha melhorias nas instituições de países afetados pela crise de 2008, como Portugal.

Reuters
Hugo Neutel hugoneutel@negocios.pt 10 de Fevereiro de 2022 às 10:17
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O Banco Central Europeu (BCE) anunciou o fim da tolerância na avaliação dos requisitos de capital das instituições financeiras da moeda única. O supervisor não vê "necessidade de permitir aos bancos que operem abaixo dos níveis de capital definidos no Pilar 2 dos requisitos para além de dezembro de 2022, nem de prolongar, para além de março de 2022, a medida que permite a exclusão, para efeitos de cálculo dos rácios de capital, das exposições ao banco central".

Em conferência de imprensa, o presidente do Conselho de Supervisão do BCE, afirmou que "a melhoria gradual das condições macroeconómicas, os resultados dos testes de stress, e a nossa avaliação dos planos de capital dos bancos levaram o BCE a dar passos no caminho para a normalidade".

Andrea Enria considera que "dada a ampla margem de capital que os bancos têm à disposição, confirmamos o plano de saída para as medidas de apoio que ainda restam. A partir de janeiro de 2023, o BCE espera que os bancos operem acima dos requisitos de capital. E a partir de março de 2022, não permitiremos exceções ao cálculo dos rácios de capital".

Questionado sobre a evolução dos bancos portugueses, Enria começou por dizer que prefere não comentar sistemas financeiros de países específicos, mas acabou por afirmar que vê de forma muito positiva que "os bancos de países mais afetados pela crise de 2008, como aconteceu em Portugal, Espanha, Itália ou na Irlanda, não interromperam a melhoria dos balanços", cenário com o qual confessa ter ficado preocupado depois do início da crise provocada pela pandemia.

"Os bancos que supervisionamos são de uma forma geral resilientes e conseguiriam lidar com desenvolvimentos adversos que possam surgir", disse. Há no entanto seis que "estão a operar com níveis de capital" abaixo do exigido, afirmou, sem revelar o nome dessas instituições financeiras.
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