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BES decreta austeridade interna para superar prejuízos do primeiro trimestre

Redução de pessoal, fecho de balcões e corte de benefícios poupam 100 milhões. Ricardo Salgado admite que o banco possa voltar a ter lucros no último trimestre do ano.

Maria João Gago mjgago@negocios.pt 07 de Maio de 2013 às 23:30
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O BES decretou um programa de austeridade interna, que passará pela redução de 200 postos de trabalho, fecho de quase 50 balcões e corte nos benefícios dos trabalhadores, com o objectivo de superar os prejuízos de 62 milhões de euros registados no primeiro trimestre. Ricardo Salgado admite que o banco possa voltar a ter lucros no último trimestre do ano, mas não esclareceu se isso será suficiente para que o conjunto de 2013 seja positivo.

"Vamos continuar a reforçar provisões e a apertar o cinto na área doméstica. Vamos ver quando é que os resultados vão surgir", afirmou. Em curso está já o plano de corte de custos, destinado a gerar poupanças de 100 milhões até final de 2015. Foram já encerrados 27 balcões e está previsto o fecho de mais 20 agências este ano. Por outro lado, o BES vai dispensar 200 colaboradores, 100 através de rescisões por mútuo acordo, 50 por reformas antecipadas e mais 50 através da não substituição de saídas naturais. Além disso, Salgado admite a redução de complementos de pensões e a revisão das isenções de horários, para reduzir custos com pessoal.

"Temos de moldar a estrutura doméstica à redução natural do nosso mercado. Internacionalmente, vamos continuar a expansão do banco. Mas a nível interno temos de reduzir a nossa dimensão", justificou o banqueiro.

No entanto, o banco vai ter de continuar a reforçar as imparidades para crédito, devido à deterioração da qualidade da carteira de crédito. "Este é um momento difícil, em que a necessidade de provisionamento se sobrepõe à apresentação de resultados positivos", sublinhou Salgado.

No primeiro trimestre, foram sobretudo as provisões que penalizaram os resultados do BES. Um esforço que não foi compensado pelos resultados das operações internacionais, devido aos prejuízos em Espanha (3,8 milhões) e em Angola (2,9 milhões).

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