Banca & Finanças Caixa convoca AG de obrigacionistas para aprovar fusão de participadas

Caixa convoca AG de obrigacionistas para aprovar fusão de participadas

Os detentores de títulos de dívida emitidos pelo banco estatal têm de aprovar a incorporação de seis subsidiaras na casa-mãe.
Caixa convoca AG de obrigacionistas para aprovar fusão de participadas
Lusa
Nuno Carregueiro 26 de outubro de 2018 às 21:06

A Caixa Geral de Depósitos convocou cinco assembleias gerais de obrigacionistas, sendo que todas elas vão decorrer a 30 de Novembro e têm como objectivo a aprovação da mega fusão de seis subsidiárias que o banco do estado está a implementar.

Os detentores de cinco tipos diferentes de obrigações são chamados a pronunciarem-se sobre  "a fusão por incorporação das sociedades Caixa Desenvolvimento, Caixa Seguros e Saúde, Caixa - Gestão de Activos, Cibergradual – Investimento Imobiliário, Parcaixa e Wolfpart, enquanto sociedades incorporadas, na Caixa Geral de Depósitos, enquanto sociedade incorporante".

Esta reestruturação surge "na sequência da aprovação do projecto de fusão pelos Conselhos de Administração da Caixa Geral de Depósitos e de cada uma das referidas sociedades, relativamente aos possíveis prejuízos que para os obrigacionistas possam surgir da referida fusão", refere uma das convocatórias que foi publicada na CMVM.

O Negócios tinha noticiado a 14 de Outubro que  o banco do estado estava a concretizar este plano de fusões para pretende simplificar a estrutura e diminuir custos. 

 

Todas entidades já consolidavam nas contas do grupo (e todas partilham a morada da CGD na Avenida João XXI, em Lisboa), pelo que, na prática, não há implicações no património "que comprometam a solidez económica e financeira" da Caixa, explicou a própria instituição presidida por Paulo Macedo, no projecto de fusão por incorporação que foi registado a 28 de Setembro, em Lisboa.

 

Questionada pelo Negócios, a instituição diz que se vai conseguir uma "celeridade nos processos de gestão de participadas" e que vão ser alcançadas "poupanças de custos avaliadas em algumas centenas de milhares de euros anuais".

 

A fusão tem de passar no crivo dos supervisores bancário e dos seguros,  e o Ministério das Finanças também tem de se pronunciar, tendo em conta que sobre duas delas - Cibergradual e Wolfpart –, por serem qualificadas como empresas públicas, tem de haver "um estudo demonstrativo do interesse e viabilidade" da fusão.

 

 




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