Banca & Finanças Caixa espera aumentar comissões em 2% no conjunto do ano

Caixa espera aumentar comissões em 2% no conjunto do ano

"Nunca os custos financeiros foram tão baixos" para empresas e famílias, defendeu Paulo Macedo.
A Caixa Geral de Depósitos (CGD) antecipa que as comissões cobradas aos clientes, em termos globais, vão aumentar em "pouco mais" de 2% até ao final deste ano, em relação aos preços praticados no ano passado. O valor é adiantado pelo presidente executivo, Paulo Macedo, que reforça que, para a maioria dos clientes do banco público, as comissões mantêm-se inalteradas.

"A Caixa mantém, para o ano que vem, mais de 90% das suas comissões inalteradas. A Caixa mantém, no MBWay, mais de 2 milhões de pessoas isentas. E mantém mais de 350 mil reformados totalmente isentos", afirmou o responsável em resposta aos jornalistas, à margem da conferência "Banca do Futuro", organizada pelo Negócios, que decorre, esta terça-feira, 22 de outubro, em Lisboa.

E antecipa: "A Caixa, até ao primeiro semestre, teve um aumento de menos de 1% das suas comissões em termos globais e espera que, até ao fim do ano, esse valor possa oscilar entre 2% ou pouco mais do que isso".

Paulo Macedo salienta, ainda, que "nunca os custos financeiros foram tão baixos" para os portugueses, sejam empresas ou particulares. "Não é uma questão subjetiva. Os custos financeiros, para as empresas, estão mais baixos não só porque as empresas estão menos endividadas, mas porque o fazem a taxas muitíssimo mais reduzidas do que no passado. Os custos financeiros são uma das alavancas que têm levado as empresas a aumentarem os seus resultados", defendeu.

O mesmo no caso das famílias. "Nunca quem tem uma casa, nunca quem tem um crédito a um banco, pagou tão pouco como hoje. Estamos a falar em termos históricos, não em termos de um ou três anos. O atual ambiente de nível de taxas de juro nunca foi tão baixo", afirmou Paulo Macedo.

E esta, acrescenta, "não é uma questão de conjuntura", já que o Banco Central Europeu (BCE) sinaliza que as taxas baixas vieram para ficar. "Quando estamos a falar de taxas mais baixas a cinco anos não estamos a falar propriamente de uma conjuntura", concluiu.



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