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CaixaBank continuará no BPI e estudará injecção de capital se necessário

O presidente do CaixaBank garantiu hoje que a entidade catalã continuará a apostar no BPI, "o melhor banco de Portugal", e que estudará eventuais injecções de capital caso sejam necessárias no futuro.

Negócios 31 de Janeiro de 2014 às 10:29
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"O BPI é o melhor banco de Portugal. Pensamos continuar e estar com o BPI e em Portugal. Se houver necessidades de investimento de capital estudaremos essa questão, como sempre temos feito aliás", disse Isidro Fainé à Lusa.

 

Questionado sobre os resultados do BPI - fechou 2013 com lucros consolidados de 66,8 milhões de euros, menos 73,2% do que no ano anterior -, Fainé referiu-se às "margens mínimas" do negócio da banca.

 

"Vivemos do crédito. São as nossas receitas. Os juros estão baixos e as margens são quase zero. Se me tivessem dito antes que estaríamos com juros de 1% estaria noutra profissão", afirmou.

 

"Custa ganhar dinheiro a este tipo de juros, mas faremos tudo para subsistir", disse.

 

Isidro Fainé ecoou declarações de quinta-feira do presidente do BPI, Fernando Ulrich, que disse que espera uma solução para o problema dos impostos diferidos que não deixe os bancos portugueses em desvantagem, com uma solução semelhante à adoptada em Espanha.

 

Para o presidente do CaixaBank é "uma aspiração legítima" que se solucione esta questão em Portugal, depois de Espanha ter corrigido já, após um ano de negociação, o que era "uma discriminação ibérica" face ao que ocorria no resto da Europa.

 

"Se pagaste impostos que depois se comprova não serem lucros mas sim perdas, devemos ter o direito de os recuperar. É lógico que Portugal aspire ao mesmo", disse.

 

"A Itália corrigiu isso há uns anos. Em Espanha estivemos um ano em negociação e é legítimo que o mesmo ocorra em Portugal", disse.

 

Isidro Fainé falava no dia em que o CaixaBank apresentou os resultados de 2013, ano em que obteve lucros líquidos de 503 milhões de euros, mais do dobro dos registados em 2012, depois de destinar 7.501 milhões de euros a provisões.

 

 

 

 

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