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Hyperion fecha 210 milhões para portefólio híbrido com baterias em Portugal

Projeto Theia soma quase 300 megawatts entre solar, eólica e armazenamento, com 70% da produção comercializada via contratos de longo prazo. Financiamento de 210 milhões de euros, estruturado entre dívida de projeto e de holding.

Construção da Central Fotovoltaica da Cavaleira e Unidade de Armazenamento em Baterias
Construção da Central Fotovoltaica da Cavaleira e Unidade de Armazenamento em Baterias D.R.
12 de Fevereiro de 2026 às 12:30

A Hyperion Renewables assegurou um financiamento de cerca de 210 milhões de euros para o Projeto Theia, um portefólio renovável híbrido de 295,45 megawatts (MW) que combina solar fotovoltaico, eólica e armazenamento em baterias. A operação destina-se à construção, operação e refinanciamento de ativos localizados em Portugal e constitui uma das primeiras estruturas financeiras no mercado nacional a integrar de forma relevante produção renovável e baterias num modelo em dois níveis.

O portefólio é composto por dois projetos híbridos e por um conjunto de Unidades de Pequena Produção (UPPs). Destaca-se o projeto da Cavaleira, que junta solar, eólica e armazenamento ligados a um único ponto de ligação à rede, solução ainda pouco comum em Portugal. O projeto de Vale de Moura integra solar e baterias, reforçando a capacidade de gestão de produção e a estabilidade da injeção na rede.

Cerca de 70% da produção está contratualizada através de contratos de longo prazo (PPAs) com contrapartes nacionais e internacionais, incluindo um PPA híbrido. A energia remanescente será comercializada diretamente no mercado. Os sistemas de armazenamento beneficiam de apoios do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), refletindo a aposta na flexibilidade do sistema elétrico e na integração de renováveis.

Do total do financiamento, aproximadamente 175 milhões de euros correspondem a dívida ao nível dos projetos, assegurada por um sindicato bancário composto pelo Banco Santander Totta, Banco Português de Fomento, Banco Comercial Português e pela Sumitomo Mitsui Banking Corporation. Os restantes 35 milhões dizem respeito a financiamento ao nível da holding, garantido pela Eiffel Investment Group.

“Para a Hyperion, esta operação representa um marco estratégico no seu percurso de crescimento e consolidação no mercado ibérico e europeu”, afirma Aytea Amandi-Alvarez, CEO da empresa. “O Projeto Theia demonstra que é possível estruturar, em Portugal, financiamentos bancários robustos para portefólios renováveis cada vez mais complexos, integrando produção e armazenamento de energia”, acrescenta.

Com duas décadas de atividade e mais de 750 MW desenvolvidos, a Hyperion tem vindo a acelerar, desde 2023, a sua transformação em produtor independente de energia, com foco em Portugal, Espanha e Roménia. 

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