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CaixaBank encerra mais de 260 balcões em 2016 – Expansión

O jornal económico espanhol Expansión avança esta quinta-feira que o CaixaBank, instituição que lançou uma OPA sobre o BPI, vai encerrar entre 260 a 310 sucursais em Espanha.

Reuters
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O CaixaBank vai encerrar entre 260 e 310 sucursais em 2016, de acordo com uma notícia do jornal económico espanhol Expansión. Esta publicação escreve que o fecho deste número de balcões traduz-se numa diminuição de 5% a 6% da rede comercial da instituição liderada por Isidro Fainé (na foto). A indicação do encerramento destes balcões foi dada nomeadamente por Gonzalo Gortázar, conselheiro delegado da instituição catalã, num encontro com investidores em Londres, segundo revelou a JP Morgan, entidade que organizou o evento.

Os responsáveis da instituição catalã indicaram nesse encontro, segundo a mesma fonte, que o CaixaBank está focado na gestão dos custos, tendo mesmo apontado que as margens obtidas através dos juros vão descer nomeadamente devido à evolução negativa da Euribor.


Esta redução no número de balcões a concretizar este ano insere-se numa estratégia delineada pelo banco de cortar 600 sucursais no período compreendido entre 2015-2018. Algo que vai levar à eliminação de três mil postos de trabalho. Actualmente, e de acordo com o Expansión, o CaixaBank está em 93% dos municípios espanhóis com mais de cinco mil habitantes.

E é precisamente o facto desta estratégia de redução de balcões a concretizar este ano se enquadrar num cenário já traçado anteriormente pela instituição financeira catalã que leva os analistas do Haitong a considerarem que tem um efeito neutral. Segundo uma nota de análise que o Negócios teve acesso, os especialistas apontam que "o CaixaBank tinha já anunciado que tinha planos para reduzir os seus custos de base em 1% em 2016 e prevemos que o banco vá manter o seu foco nos custos e na eficiência nos próximos anos".

"Além disso, em linha com outros bancos espanhóis, o CaixaBank está também a trabalhar para desenvolver agências e focar-se em produtos de elevado valor acrescentado".

OPA do CaixaBank pressupõe corte de 1.000 empregos no BPI

Os catalães do Caixa Bank é um dos principais accionistas do BPI e lançou uma OPA sobre o banco português. De acordo com o relatório de avaliação da OPA, relevado a 17 de Maio, se a OPA do Caixabank sobre o BPI tiver sucesso, o banco liderado por Fernando Ulrich vai perder mil postos de trabalho. Ou seja, mais de metade dos empregos eliminados nos últimos oito anos.


O CaixaBank prevê poupar 45 milhões de euros em custos com pessoal se concretizar a oferta pública de aquisição sobre o Banco BPI. O número não é novo e foi revelado pelo banco espanhol a 16 de Abril. Mas no relatório de avaliação da OPA, o Conselho de Administração do BPI quantifica o que esta previsão implica em termos de postos de trabalho. "Tomando por base (…) as sinergias previstas na rubrica de custos com pessoal (45 milhões de euros), este cenário seria compatível com a saída de cerca de 1.000 colaboradores, tendo por base os custos com pessoal médios e os custos médios com reformas antecipadas (ou equivalentes) observados no BPI em 2014 e 2015", refere o relatório.

Sobre esta operação, o Negócios na edição de hoje avança que CMVM só decide se há auditor na OPA ao BPI em Setembro. Isabel dos Santos pediu um auditor independente para fixar preço da OPA, mas por lei, CMVM só pode decidir quando avaliar registo da oferta. Prazos do CaixaBank empurram decisão do supervisor para o final do Verão. Catalães querem BPI cotado.

A administração do BPI avalia as acções do banco 38% acima da contrapartida oferecida na OPA do CaixaBank. Ainda assim, os analistas consideram que a oferta continua a oferecer uma solução para os problemas do banco. 

 

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