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Crédito adiado na banca cai 3,6 mil milhões em abril

O montante global de empréstimos abrangidos por moratórias era de 39,3 mil milhões de euros no final de abril, menos 3,6 mil milhões do que no fim do mês de março.

O ritmo de crescimento dos preços de venda das casas em Portugal continuou a desacelerar no terceiro trimestre de 2020.
João Miguel Rodrigues
Rita Atalaia ritaatalaia@negocios.pt 31 de Maio de 2021 às 21:17
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O montante de créditos em moratória continuou a recuar, baixando dos 40 mil milhões de euros no final de abril. Os dados foram divulgados esta segunda-feira pelo Banco de Portugal.

“No final de abril de 2021, o montante global de empréstimos abrangidos por moratórias era de 39,3 mil milhões de euros, menos 3,6 mil milhões do que no final de março”, mostram os números revelados pela entidade liderada por Mário Centeno.

Desde o pico alcançado em setembro do ano passado, de 48,1 mil milhões, que o valor total de créditos abrangidos por este regime tem vindo a baixar. Desde o início do ano, recuou 6,4 mil milhões de euros.

A redução do valor entre março e abril resulta do “decréscimo tanto dos empréstimos em moratória concedidos a particulares como dos concedidos a sociedades não financeiras, que diminuíram 2 mil e 1,4 mil milhões de euros, respetivamente”, indica o regulador, notando que “a evolução dos empréstimos em moratória concedidos a particulares é maioritariamente explicada pelos empréstimos com a finalidade habitação, que diminuíram 1,6 mil milhões de euros, refletindo sobretudo o término da moratória privada”.

A moratória privada para o crédito hipotecário terminou no final de março. Já para o consumo, também da Associação Portuguesa de Bancos, expira em junho. Por outro lado, a moratória legal vai terminar, na maioria dos casos, em setembro.

O Parlamento vai agora discutir, na especialidade, uma proposta do PCP para prolongar esta solução por mais seis meses. Isto apesar de a Autoridade Bancária Europeia não ter sinalizado estar disponível para prorrogar o enquadramento que permite que as moratórias não pesem na banca, já que estes créditos passam a ser considerados como malparado fora deste regime. De acordo com o Eco, os partidos têm até 4 de junho para apresentarem propostas de alteração.

 

39,3
Moratórias
O valor global de créditos abrangidos por moratórias era de 39,3 mil milhões de euros no final de abril.

 

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