Banca & Finanças Depois da Nos e Ibersol, BPI deixa de ter participação qualificada na Navigator

Depois da Nos e Ibersol, BPI deixa de ter participação qualificada na Navigator

O fundo de pensões do BPI continua a vender. Depois de reduzir a posição na Nos e na Ibersol, a entidade deixou agora de ter uma participação qualificada na Navigator.
Depois da Nos e Ibersol, BPI deixa de ter participação qualificada na Navigator
Pedro Simões
Rita Atalaia 10 de setembro de 2018 às 17:33

O fundo de pensões do BPI continua a reduzir a sua participação em várias empresas. Depois da Nos e da Ibersol, a entidade baixou a fasquia dos 2% no capital da Navigator, deixando de ter uma posição qualificada.

 

"O Fundo de Pensões do Banco BPI passou a deter um total de 14.268.527 acções da Navigator, representativas de 1,989% do capital social da sociedade, deixando assim de deter uma participação qualificada na sociedade", de acordo com um comunicado enviado pela Navigator à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários.

Antes, o fundo de pensões do BPI detinha uma participação de 2,001% no capital social da Navigator e historicamente foi sempre um dos accionistas de referência da empresa de pasta e papel.

O fundo tem vindo a reduzir a sua exposição a algumas empresas. Foi em Março que o BPI diminuiu a posição no capital da Nos, ficando pela primeira vez desde 2008 com uma participação abaixo dos 2% na operadora de telecomunicações.

 

No mesmo mês, o fundo de pensões do BPI também reduziu a sua posição na Ibersol, deixando de ter uma participação qualificada na empresa: passou de 2% para 1,219%.

Antes disso, o banco liderado por Pablo Forero decidiu alienar a posição que detinha na Viacer, que controla a Super Bock, ao grupo Violas, que ficou accionista maioritário da cervejeira. A operação foi realizada no início do ano por 233 milhões de euros.

O BPI tem concretizado uma série de vendas de activos desde que foi concluída da OPA do CaixaBank sobre o banco. No final do ano passado, o banco anunciou a venda dos negócios de seguros vida e gestão de pensões, gestão de fundos de investimento, gestão de activos, e corretagem e research ao Caixabank, por um total de 222 milhões de euros.




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