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Deutsche Bank pondera uma fusão a meio do ano se tudo o resto falhar

Os responsáveis de topo do Deutsche Bank estão a avaliar uma fusão com o rival Commerzbank em meados do ano, numa altura em que começam a ficar sem tempo para recuperar o maior banco da Alemanha.

Bloomberg 31 de Janeiro de 2019 às 10:14
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Os gestores do Deutsche Bank, que se prepararam para apresentar resultados de um trimestre difícil, estão preocupados com o facto de uma fusão com o Commerzbank ser a única opção se não houver melhorias claras no primeiro trimestre de 2019, revelaram à Bloomberg fontes próximas do processo.

 

O banco, que revela os números do quarto trimestre de 2018 esta sexta-feira, 1 de fevereiro, já deixou alertas sobre as dificuldades observadas no final do ano passado, muito afetado pelas buscas realizadas pelas autoridades em novembro, num período já marcado por vários desafios operacionais.

 

O presidente executivo do maior banco da Alemanha, Christian Sewing, tem pedido paciência para o seu plano, que está focado no corte de custos e na estabilização das ações no mercado bolsista.

 

Contudo, os esforços de reestruturação têm tido poucas provas de sucesso, e têm levado à deterioração das receitas do banco.

 

Apesar de os maiores acionistas do banco continuarem a apoiar Sewing, têm demonstrado insatisfação com as perdas acumuladas, de acordo com fontes próximas. As ações do Deutsche Bank perderam mais de metade do seu valor em 2018, ainda que no arranque deste ano, a tendência seja positiva, com janeiro a ditar uma subida de 11% das ações. Esta quinta-feira, a tendência é de queda, com os títulos a cederem mais de 3% para 7,752 euros. 

 

O Governo alemão, por seu lado, considera impossível que Sewing consiga inverter a situação do banco antes que um potencial abrandamento económico acentue a situação, revela uma outra fonte próxima do Executivo, liderado por Angela Merkel. O Governo alemão reviu as suas previsões para o crescimento da economia para apenas 1% este ano, o que a confirmar-se será o pior desempenho da economia alemã nos últimos seis anos.

 

O Estado alemão detém uma participação no Commerzbank, desde que esta instituição foi alvo de um resgate. E ainda que não detenha qualquer posição no Deutsche Bank, o ministro das Finanças, Olaf Scholz, tem repetido que quer bancos fortes para ajudar as empresas alemãs, especialmente as exportadoras.

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