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Deutsche Bank atinge novo mínimo e já perde metade do valor desde o início do ano

As acções do Deustche Bank continuam a deslizar. A queda desta sessão não é elevada face às últimas semanas, mas representa um marco, já que é a primeira vez na história do banco que as acções negoceiam abaixo dos oito euros.

Sara Antunes saraantunes@negocios.pt 05 de Dezembro de 2018 às 11:37
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O Deustche Bank está sob fogo cruzado. A confiança na instituição tem sido abalada, com o pico a ser atingido na semana passada, quando o banco foi alvo de buscas, por suspeitas de envolvimento em práticas de lavagem de dinheiro.

 

E as acções têm reflectido este contexto. As acções conseguiram inverter da tendência de quedas registada ainda esta manhã (quando chegaram a perder mais de 2% para 7,869 euros) e seguem agora a subir 1,45% para 8,132 euros.

 

Apesar desta inversão, as acções tocaram no valor mais baixo de sempre, negociando pela primeira vez na sua história abaixo dos 8 euros.

 

Desde o início do ano, o Deutsche Bank já perdeu 49,7% do seu valor, o que corresponde a menos 16,3 mil milhões de euros em termos de capitalização bolsista. Como referência, não há nenhuma cotada em Portugal que tenha este valor. A mais próxima é a Galp, cuja capitalização bolsista se encontra nos 12,3 mil milhões de euros.

 

As suspeitas que envolvem o Deutsche Bank resultam da divulgação dos Panama Papers, em 2016, o que espoletou uma investigação entre 2013 e 2018, revelaram as autoridades alemºas na semana passada.


Os principais alvos da investigação são dois empregados do maior banco alemão. Mas o caso não envolve apenas estes funcionários de 50 e 46 anos, uma vez que o Deutsche Bank não terá alertado as autoridades para as transferências suspeitas em contas dos seus clientes, que criaram empresas fantasma em paraísos fiscais com o intuito de lavar dinheiro, explicou a Bloomberg na semana passada.

 

A investigação das autoridades elevou as "suspeitas de que o Deutsche Bank apoiou os clientes na criação de negócios offshore em paraísos fiscais e que dinheiro gerado através de actividades criminais foi movimentado nas contas do Deutsche Bank sem que o banco tenha alertado as autoridades sobre a possibilidade de se tratar de operações de lavagem de dinheiro", referiram os procuradores alemães num comunicado.   

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