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Gestoras de ativos do Deutsche Bank e UBS discutem fusão para criar novo gigante europeu

O setor financeiro europeu pode ver nascer em breve um novo gigante de gestão de ativos. O Deutsche Bank aproxima-se do UBS, embora existam mais pretendentes para a sua DWS.

Reuters
Negócios jng@negocios.pt 23 de Abril de 2019 às 19:59
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As gestoras de ativos do alemão Deutsche Bank e do suíço UBS estão em conversas "sérias" para avançar com uma fusão, a qual criaria um gigante europeu na área de investimentos, avança o Financial Times.

A dimensão da entidade resultante desta fusão serviria para rivalizar com a francesa Amundi, que gere atualmente mais de 1,4 biliões de euros e é a gestora de ativos de maior dimensão na Europa.

As discussões já estarão a decorrer há cerca de dois meses, de acordo com uma das fontes. Uma das estruturas que está em cima da mesa é que a UBS abdique da respetiva unidade, a qual gere atualmente 700 mil milhões, em troca de ações no grupo resultante. Já a DWS, a unidade do Deutsche, gere 662 mil milhões. Os alemães manter-se-iam os acionistas principais apesar de verem os seus interesses diluídos.

Esta fusão permitia ainda uma competição mais direta com as americanas Blackrock e Vanguard, que juntas gerem uma soma de 11,7 biliões de dólares (10,4 biliões de euros).

Apesar de o FT dar conta da aproximação entre o Deutsche Bank e o UBS, a DWS tem conquistado outros pretendentes, diz o mesmo jornal. Entre eles está a Allianz, a maior seguradora alemã, mas também a já referida Amundi. Esta última está, por sua vez, a concluir a integração de 3,5 mil milhões de euros da italiana Pioneer. A Natixis Investment Managers e a Generali completam a lista de interessados.

Os títulos da DWS valorizaram cerca de 38,64% para os 32,40 euros desde o início do ano – tendo mesmo atingido os 32,96 euros durante a sessão, um máximo de março de 2018, depois de uma subida de 3,58% - conferindo um valor de mercado à gestora de ativos de 6,48 mil milhões de euros. Ainda assim, as cotações colocam-se ligeiramente abaixo do valor contabilístico que consta do balanço do banco, e que aponta para os 32,50 euros por ação. O UBS era o maior gestor de ativos do mundo há 12 anos, antes da quebra decorrente da crise financeira.

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