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Goldman Sachs vai pagar 3 mil milhões para fechar escândalo de corrupção

A unidade do Goldman Sachs na Malásia deu-se como culpada de violar as leis internacionais para o suborno.

Bloomberg
Negócios jng@negocios.pt 22 de Outubro de 2020 às 19:52
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O banco Goldman Sachs concordou pagar 3 mil milhões de dólares (2,54 mil milhões de euros) para dar por terminada a investigação sobre o seu papel num escândalo de corrupção que ficou conhecido como 1MDB.

A unidade do Goldman Sachs na Malásia deu-se como culpada de violar as leis internacionais para o suborno. O acordo põe fim a uma investigação levada a cabo pelas autoridades norte-americanas que se debruçava sobre o papel que o banco terá tido na colocação de obrigações, em 2012 e 2013, que angariaram 6,5 mil milhões de dólares para o governo da Malásia.

A quantia a entregar pelo Goldman subdivide-se em 2,3 mil milhões de dólares de coima e 600 milhões de ressarcimento de ganhos ilícitos. Este valor é o mais alto a ser pago por uma entidade norte-americana por quebrar o Ato de Práticas Corruptas no Estrangeiro, e contou com a participação do maior número de sempre de reguladores, ou seja 14.

Os procuradores acusaram o banco de pagar mais de 1,6 mil milhões de dólares em subornos a autoridades estrangeiras, na Malásia e em Abu Dhabi, de forma a conquistar o negócio relacionado com o fundo malaio 1MDB, um fundo soberano investigado por movimentos de lavagem de dinheiro, irregularidades financeiras e corrupção.

O escândalo diz respeito ao governo do ex primeiro-ministro da Malásia, Najib Razak, que iniciou o fundo em 2009. O Departamento da Justiça estima que 4,5 mil milhões de dólares terão sido desviados por responsáveis do fundo e aliados entre 2009 e 2014, sendo depois utilizados para pagar propriedades imobiliárias, arte e outros itens de luxo.

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