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CGD com mais 250 milhões para garantia pública. Banco CTT triplica verba

Banco público vê autorizado o pedido de reforço de 250 milhões de euros. Banco CTT mais do que triplica a quota.

Joaquim Miranda Sarmento, ministro das Finanças
Joaquim Miranda Sarmento, ministro das Finanças Mariline Alves
07 de Janeiro de 2026 às 12:07

O Governo decidiu reforçar a quota da Caixa Geral de Depósitos (CGD) e do Banco CTT na garantia pública. 

Segundo o despacho do ministério das Finanças publicado nesta terça-feira, o Executivo decidiu "autorizar o pedido de reforço da garantia de carteira da Caixa Geral de Depósitos [...] pelo montante adicional de 250 milhões de euros", assim como "autorizar o pedido de reforço da garantia de carteira ao Banco CTT [...] pelo montante adicional de 25,8 milhões de euros".

Os valores acrescentam à quota inicialmente atribuída às duas instituições: a CGD quase duplica a quota de 257 milhões inicialmente atribuída. A instituição financeira do Estado já tinha dado a conhecer o pedido de reforço de 250 milhões.

"Gastámos 58% mas temos mais valor comprometido e por isso precisamos de um reforço", afirmou o CEO Paulo Macedo na apresentação dos resultados dos primeiros nove meses de 2025. Até setembro do ano passado, o banco já tinha concedido 1,3 mil milhões de euros em crédito à habitação ao abrigo do regime da garantia do Estado. São 6.650 operações contratadas. Mas o número de pedidos é muito superior: já eram 12.800 no valor de 2,5 mil milhões de euros.

O Banco CTT, por sua vez, vê a sua quota mais do que triplicar face aos 9,7 milhões que lhe foram distribuídos há um ano:  o teto cresce 25,8 milhões para mais de 35 milhões de euros.

A medida tem sido alvo de grande procura na generalidade das das instituições financeiras: nos primeiros 11 meses do ano, foram assinados 22.933 empréstimos para compra de casa com garantia do Estado, num volume total de crédito de 4,5 mil milhões de euros. “Os créditos com garantia pública representavam, até ao final de novembro, 23,2% do número total de contratos e 26,5% do montante de crédito”, calculou o Banco de Portugal (BdP) na mais recente atualização das estatísticas sobre a medida.

Ou seja: mais de um euro em cada quatro concedidos beneficiaram do apoio. No universo de praticamente 99 mil contratos de crédito para a compra de habitação própria e permanente assinados em Portugal entre bancos e famílias de janeiro a novembro (e que totalizam aproximadamente 17,2 mil milhões de euros), cerca de 23 mil (no valor de 4,5 mil milhões de euros) beneficiaram da garantia.

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