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Há “mil ou dois mil” pedidos concretizados de reestruturação de créditos, diz CEO da CGD

Terão sido concretizados "mil ou dois mil" de entre "alguns milhares" de pedidos de restruturação de empréstimos, diz Paulo Macedo. Bancos esperam informação de famílias que "aguardam para conhecer a evolução das taxas".

Paulo Macedo rejeita que os bancos tenham lucros extraordinários e argumenta que o setor teve, ao longo dos últimos anos, prejuízos acumulados.
Ricardo Almeida
Hugo Neutel hugoneutel@negocios.pt 24 de Janeiro de 2023 às 16:51
Os bancos terão já recebido "alguns milhares de pedidos de reestruturação" de créditos à habitação, afirmou o presidente executivo da Caixa Geral de Depósitos (CGD) nesta terça feira. No entanto, desses pedidos, terão sido concretizados "mil ou dois mil", concretizou Paulo Macedo, "no sentido em que se está a aguardar muita informação das famílias".

Ressalvando que "é difícil falar por todos os bancos", o CEO da Caixa invocou a sua "sensibilidade" em relação ao tema para explicar que "há muitas famílias que querem aguardar para saber qual será a evolução da taxa de juro, e decidir como fazer face às poupanças que têm".

Macedo sublinhou que existe uma "preocupação generalizada com o aumento das taxas de juro", que é maior no caso de famílias "que têm dificuldades com o aumento das taxas", mas lembrou que este problema verifica-se sobretudo na classe média, porque "a classe baixa não teve possibilidades de endividar-se para comprar casa".

Já no caso das empresas, o aumento das taxas de juro "é um custo que acresce a todos os outros, como o da energia ou o das matérias-primas". No entanto, "face a outros como o dos transportes que aumentou 1000% ou o das matérias-primas que aumentou 300%, esta variação das taxas de juro é de 2,5% ou 3%. Afeta as empresas, mas face à proporção dos custos das empresas no volume total de custos, é um valor gerível", concluiu.
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