Banca & Finanças Lucros do BPI baixam 65% no primeiro semestre

Lucros do BPI baixam 65% no primeiro semestre

Os lucros do banco são penalizados pela ausência de ganhos extraordinários que impulsionaram as contas 2018.
Lucros do BPI baixam 65% no primeiro semestre
Lusa
Nuno Carregueiro 29 de julho de 2019 às 07:49

O Banco BPI fechou o primeiro semestre com um resultado líquido de 134,5 milhões de euros, um valor que corresponde a uma queda de 63% face ao período homólogo no ano passado.

 

Em comunicado, o banco liderado por Pablo Forero adianta que a queda nos lucros é explicada pelos impactos positivos extraordinários de 118 milhões de euros registados no primeiro semestre de 2018, que são essencialmente ganhos com a venda de participações.

 
Na primeira metade de 2018 o BPI obteve lucros de 366,1 milhões de euros, com duas vendas a justificar o resultado: a venda da participação na Viacer, dona da SuperBock, e da área de gestão de activos ao CaixaBank.

A alteração da classificação contabilística do BFA no final de 2018 também impactou de forma negativa, sendo que o banco angolano contribuiu com 38,1 milhões de euros através do pagamento de dividendos. A participação financeira do BPI em Moçambique, através do BCI, gerou um contributo positivo de 9,5 milhões.

 

Tendo em conta apenas a atividade em Portugal, os lucros recorrentes desceram 17% para 134,5 milhões de euros. O banco justifica esta queda com imparidades de 11 milhões de euros em fundos de recuperação e redução em 5 milhões de euros em operações financeiras e outros proveitos.

 

Os recursos totais de clientes do BPI aumentaram 905 milhões (+2,7%), enquanto a carteira total de crédito a clientes (bruto) aumentou 336 milhões de euros (1,4%).

 

O BPI salienta que o rácio de malparado (Non-performing Exposures - NPE) baixou duas décimas para 3,3%, continuando "robusto" e "o melhor do setor financeiro em Portugal". No primeiro semestre o BPI conseguiu reversões de imparidades de crédito de 4,9 milhões de euros e a recuperação de 5,9 milhões de euros de créditos anteriormente abatidos ao ativo.

 

O rácio de CET1 (fully loaded) ascendeu a 13,4%2 e o rácio total (fully loaded) situa-se nos 15,2%.

 

O BPI dá esta manhã uma conferência de imprensa para apresentar estes resultados.




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