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Máximo dos Santos: Novo Banco vai pedir 1.037 milhões de euros

O Fundo de Resolução conta com receitas de cerca de 255 milhões de euros. Terá, por isso, de pedir emprestado o limite previsto no contrato, de 850 milhões de euros.

Lusa
Rita Atalaia ritaatalaia@negocios.pt 26 de Fevereiro de 2020 às 09:52
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Máximo dos Santos, presidente do Fundo de Resolução, revelou que o Novo Banco irá pedir 1.037 milhões de euros na nova chamada de capital, confirmando o valor avançado pelo Negócios. Perante este valor, a entidade terá de pedir ao Estado o teto máximo previsto, de 850 milhões de euros. 

"A última estimativa é de que a chamada de capital será de 1.037 milhões de euros", com base nas contas de 2019, afirmou Máximo dos Santos, notando que "é um valor elevado, evidentemente", ainda que abaixo do que foi pedido no ano passado. 

"O Fundo de Resolução tem receitas das contribuições diretas das instituições financeiras e da contribuição do setor bancário, que rondam os 255 milhões de euros", disse. Portanto, "vai necessitar seguramente de um empréstimo do limite que está previsto no contrato, de 850 milhões de euros", referiu Máximo dos Santos.

As declarações foram feitas na comissão de Orçamento e Finanças, esta quarta-feira, 26 de fevereiro. Uma audição pedida pelo Bloco de Esquerda perante a perspetiva de nova injeção de capital no banco liderado por António Ramalho. 

Em novembro, o Expresso avançou que o dinheiro que o Fundo de Resolução ainda tinha para injetar no Novo Banco (de até dois mil milhões) podia ser antecipado e colocado de uma só vez no banco. Já o Público escreveu, em janeiro, que a injeção poderá rondar os 1.400 milhões de euros.

Questionado pelos deputados do Bloco de Esquerda sobre esta possibilidade, Mário Centeno, ministro das Finanças, afirmou que o ministério "não recebeu nenhuma proposta concreta de uma injeção de capital única do Fundo de Resolução no Novo Banco" e que "uma eventual chamada de capital do Novo Banco ao Fundo de Resolução só poderá ocorrer depois de serem conhecidos os resultados anuais do banco de 2019 e o valor das eventuais imparidades dos ativos, previstas no quadro do mecanismo de capital contingente".

Esta sexta-feira, o Novo Banco irá apresentar os resultados para 2019 e explicar o valor da nova injeção. Tal como o Negócios avançou, este montante vai rondar os mil milhões de euros

Perante este novo reforço, o banco aproxima-se do teto máximo de 3,89 mil milhões de euros. Ainda assim, o presidente do fundo mantém a posição já expressada: "muito me espantaria se atingisse o limite", isto porque "me parece que há condições para que isso não ocorra". 

(Notícia atualizada.)
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