Banca & Finanças Reguladores sul-africanos aprovam venda de subsidiária da CGD por 192 milhões

Reguladores sul-africanos aprovam venda de subsidiária da CGD por 192 milhões

As autoridades da África do Sul deram luz verde à venda do Mercantile Bank Holdings Limited ao Capitec Bank Limited. A alienação, no valor de cerca de 192 milhões de euros, deverá estar concluída no próximo mês. Estima-se um impacto patrimonial positivo de 60 milhões de euros, mas só depois de terminada a operação é que será apurado o valor final.
Reguladores sul-africanos aprovam venda de subsidiária da CGD por 192 milhões
Miguel Baltazar/Negócios
Carla Pedro 09 de outubro de 2019 às 20:23

As autoridades da África do Sul aprovaram nesta quarta-feira o processo de alienação ao Capitec Bank Limited de 100% do capital social do Mercantile Bank Holdings Limited (Mercantile), subsidiária da Caixa Geral de Depósitos naquele país.

 

"Esta declaração conclui o processo de aprovação, por parte das autoridades competentes, da venda daquela subsidiária, do qual tinha sido dado nota nas comunicações ao mercado efetuadas pela CGD em novembro de 2018", refere em comunicado à CMVM o banco liderado por Paulo Macedo.

 

De acordo com o contratado, o processo de alienação deverá estar concluído durante o mês de novembro de 2019, adianta o mesmo documento.

 

A participação no Mercantile será alienada por um preço global de 3.200 milhões de rands sul-africanos, cerca de 192 milhões de euros (considerando uma taxa de câmbio EUR/ZAR de 16,7), sublinha o comunicado.

 

Considerando as informações atualmente disponíveis, "esta transação tem um impacto patrimonial positivo estimado em cerca de 60 milhões de euros", refere a CGD. Mas o valor do impacto final só será apurado após a operação,

 

Com efeito, o banco ressalva que o valor de venda está sujeito a ajustamentos decorrentes da variação patrimonial (Net Asset Value) do Mercantile entre a data de referência estabelecida no acordo de venda direta (30 de Abril de 2018) e o último dia do segundo mês anterior à respetiva data da sua efetiva alienação, bem como a ajustamentos decorrentes da variação cambial.

 

Consequentemente, "o impacto patrimonial final para a CGD só será conhecido após a conclusão do processo de alienação", explica.

 

A venda das operações da CGD em Cabo Verde, Espanha, África do Sul e Brasil foi acordada com a Comissão Europeia, em 2017, no âmbito da recapitalização do banco público.




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