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Royal Bank of Scotland fecha mais de 150 agências e reduz quase 500 postos de trabalho

A entidade bancária justifica o encerramento de presenças físicas com mudanças na forma de interagir com os clientes, que deixaram de ir às agências e passaram a fazer mais operações através da internet.

Bloomberg
Paulo Zacarias Gomes paulozgomes@negocios.pt 23 de Março de 2017 às 16:19
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O Royal Bank of Scotland (RBS) vai encerrar 58 agências (30 em nome próprio e mais 128 da subsidiária NatWest), uma decisão potenciada pela mudança no modelo de negócio e que deverá custar a perda de 470 postos de trabalho.


O fecho de 30 agências do RBS corresponde a 16,5% do total de 181 presenças existentes, enquanto os 128 balcões do NatWest correspondem a 13% do actual parque de lojas. 

A reestruturação foi anunciada pelo banco esta quinta-feira, 23 de Março, depois de as operações ditas clássicas feitas aos balcões da instituição terem caído 43% desde 2010 enquanto as transacções realizadas na plataforma online e mobile mais do que quintuplicaram no mesmo período.


A instituição – detida a 73% pelo Estado britânico, na sequência de um resgate levado a cabo em 2008 em plena crise económica e financeira internacional – justifica as alterações com a necessidade de mudar a maneira como serve os clientes já que estes "mudaram a forma como se relacionam connosco."


De acordo com o Financial Times, ao longo dos últimos dois anos os bancos britânicos já encerraram mais de mil dependências locais para tentarem reduzir os custos operacionais associados. Destes, mais de 10% - 191 – respeitam a agências do grupo RBS.

O banco acrescenta que, na sequência dos encerramentos, vai contratar até ao final do ano 50 "bancários da comunidade" e de peritos tecnológicos que possam, junto das localidades afectadas – em particular aquelas que ficam em zonas rurais, auxiliar os clientes na transição para uma interacção digital com a instituição.


O RBS registou em 2016 o nono ano consecutivo de prejuízos, com resultados negativos de 6.960 milhões de libras (8.077 milhões de euros à cotação actual). Desde 2008 já acumulou prejuízos de 58 mil milhões de libras e só espera regressar a lucros em 2018.

Em Novembro passado, o Royal Bank of Scotland chumbou nos testes de stress levados a cabo pelo Banco de Inglaterra, tendo então prometido reforçar a sua solidez, cortando custos e vendendo activos.

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