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Sindicatos avaliam greves conjuntas em protesto contra despedimentos na banca

Os sete sindicatos do setor bancário vão unir-se em protesto contra os despedimentos coletivos que decorrem no BCP e no Santander.

Rafaela Burd Relvas rafaelarelvas@negocios.pt 06 de Setembro de 2021 às 14:28
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Os sete sindicatos do setor bancário vão reunir-se esta terça-feira, 7 de setembro, para avaliarem a possibilidade de realizar greves conjuntas, em protesto contra os processos de despedimento coletivo que estão a decorrer no BCP e no Santander.

A informação foi comunicada esta segunda-feira, 6 de setembro, pelo Sindicato Nacional dos Quadros e Técnicos Bancários (SNQTB), organização que convidou os restantes sindicatos a reunirem-se.

"Perante a disponibilidade demonstrada pelos restantes sindicatos bancários para avaliar a possibilidade de greves conjuntas no BCP e no Santander, convidámos os seus representantes para uma reunião na nossa sede, que terá lugar esta terça-feira", detalha Paulo Gonçalves Marcos, presidente do SNQTB, citado em comunicado enviado às redações.

Para além deste sindicato, irão juntar-se à reunião o Mais Sindicato, Sindicato dos Bancários do Norte (SBN), Sindicato Independente da Banca (SIB), Sindicato dos Bancários do Centro (SBC), Sindicato de Trabalhadores das Empresas do Grupo Caixa Geral de Depósitos (STEC) e Sindicato dos Trabalhadores da Atividade Financeira (SinTAF).

Na origem dos protestos estão os despedimentos coletivos que decorrem no BCP e no Santander.

Depois de ter cortado cerca de 400 postos de trabalho entre junho de 2020 e junho de 2021, o Santander anunciou que o plano de reestruturação que está a implementar implicaria a saída de mais 685 pessoas. Destas, cerca de 350 não aceitaram a proposta de rescisão apresentada pelo banco, pelo que a instituição decidiu avanaçar com processos de rescisão unilaterais. Contudo, conforme avançou o Expresso na sexta-feira, o Santander continuou a chegar a acordo com os trabalhadores em causa e, assim, o despedimento coletivo abrange agora menos de 300 trabalhadores.

Já o BCP propôs rescisões amigáveis e pré-reformas a um total de 800 a 900 trabalhadores, tendo chegado a acordo com 80% destas pessoas. Assim, também este banco irá avançar com um despedimento coletivo, que deverá abranger menos de 100 pessoas.

É neste contexto que o SNQTB já tinha convocado greves no Santander, para o dia 13 de setembro, e no BCP, para o dia 17 de setembro. As paralisações deverão, agora, vir abranger um grupo alargado de trabalhadores.
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