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Sonangol admite desinvestir no BCP e analisar fusões com outros bancos

O CEO da Sonangol diz, em entrevista à Reuters, que se surgir uma "boa oportunidade para desinvestimento [no BCP], iremos avaliá-la".

A bolsa portuguesa viveu o terceiro melhor mês da sua história, ao valorizar cerca de 17% em novembro. BCP, liderado por Miguel Maya, subiu 57,2%.
Mariline Alves
Rita Atalaia ritaatalaia@negocios.pt 02 de Dezembro de 2020 às 10:25
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A Sonangol, o segundo maior acionista do BCP, admite desinvestir no banco liderado por Miguel Maya ou analisar a fusão desta entidade com outras instituições financeiras nacionais. As declarações foram feitas pelo CEO da petrolífera em entrevista à Reuters. 

"No caso do Millennium bcp estamos a monitorar o seu desempenho. Se se apresentar uma boa oportunidade para desinvestimento, iremos avaliá-la e fazer as recomendações que se afigurarem as mais acertadas para o contexto e necessidades da Sonangol", afirmou Sebastião Gaspar Martins, presidente executivo da Sonangol. 

Por outro lado, refere, "a Sonangol está a acompanhar os movimentos eventuais de consolidação bancária em Portugal e, caso surja alguma oportunidade, o assunto será avaliado com os outros parceiros investidores no Millennium bcp".

Contactado pelo Negócios sobre estas duas possibilidades, ainda não foi possível obter uma resposta por parte do BCP. Miguel Maya, CEO do banco, afastou recentemente qualquer fusão, nomeadamente com o Montepio, e afirmou que a instituição financeira irá crescer de forma orgânica. 

Sobre a posição da petrolífera na Galp Energia, Sebastião Gaspar Martins afirma que a Sonangol pretende "definitivamente manter" a sua participação indireta na empresa portuguesa. 

Sonangol acelera venda de ativos
A possibilidade de a Sonangol desinvestir no BCP é admitida numa altura em que a petrolífera pretende acelerar a venda de ativos, isto apesar do impacto da pandemia. 

"O novo posicionamento estratégico da Sonangol consiste em focar-se, principalmente, no core-business, assegurar o financiamento do programa de investimentos e tornar a empresa mais ágil, competitiva e rentável", disse Sebastião Gaspar Martins à Reuters. 

 

O resultado dos desinvestimentos será usado, disse o CEO, "para investir em actividades e ativos rentáveis".


(Notícia atualizada às 10:33 com mais informação.)

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