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Venda de malparado triplica em Portugal, mas mantém-se em níveis pré-pandemia

Estudo da Prime Yield aponta para que as vendas de crédito malparado alcancem os 3.500 milhões de euros até ao final do ano.

Os depósitos cresceram entre os maiores bancos nacionais, num ano em que aumentou a taxa de poupança dos portugueses.
Mariline Alves
Negócios jng@negocios.pt 25 de Novembro de 2021 às 12:30
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A venda de crédito malparado vai triplicar em Portugal, este ano, depois de um travão imposto pela pandemia. Ainda assim, as transações mantêm-se em níveis pré-pandemia. A conclusão consta de um estudo da Prime Yield, divulgado esta quinta-feira. 

"Depois do travão a fundo imposto pela pandemia em 2020, a transação de portfólios de crédito malparado (na sigla inglesa, Non-Performing Loans, NPL) acelera em Portugal, estimando-se a conclusão de operações no valor de 3.500 milhões de euros em 2021, considerando os negócios já concluídos e os processos atualmente ativos e com conclusão prevista até final do ano", conclui o estudo "Investing in NPL in Iberia".

Este valor compara com os mil milhões de euros que foram transacionados no final de 2020, ficando, ainda assim, 56% abaixo dos 8 mil milhões de euros registados em 2019, antes da pandemia de covid-19. 

Para 2022, as expectativas são otimistas, "prevendo-se um crescimento acentuado nas transações à medida que o mercado continue a acelerar a sua reativação ao longo dos próximos meses e novas carteiras surjam em oferta", refere, notando que ainda não é possível estimar qual será o impacto do fim das moratórias no malparado da banca. 

"Não temos dúvidas que a atividade transacional de carteiras de malparado irá aumentar de forma sustentada em 2022 quer em Portugal quer em Espanha, confirmando que este é um setor que continua a atrair investidores", afirma Nelson Rêgo, CEO da Prime Yield, citado em comunicado. 
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