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Violas vendem na OPA mas mantêm posição residual no BPI

O grupo Violas vai vender a maior parte da sua posição de 2,681% no BPI na OPA do CaixaBank. O maior accionista português do banco vai “manter uma posição muito pequena”, revelou Tiago Violas Ferreira ao Negócios.

Paulo Duarte/Negócios
Maria João Gago mjgago@negocios.pt 07 de Fevereiro de 2017 às 12:18
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A Violas Ferreira Financial deu ordem de venda da maior parte da sua participação no BPI no âmbito da oferta pública de aquisição (OPA) do CaixaBank, que termina esta terça-feira, 7 de Fevereiro, às 15:00. Mas pretende manter-se accionista da instituição liderada por Fernando Ulrich.

 

"Demos ordem de venda", revelou Tiago Violas Ferreira, administrador da "holding" que, com uma posição de 2,681%, é o maior accionista português do BPI. "Mas não vamos sair completamente. Vamos manter uma participação muito pequena", adiantou o representante da VFF ao Negócios.

 

O grupo Violas Ferreira é o primeiro accionista qualificado do BPI a assumir que vai vender a sua participação na OPA do CaixaBank. Se vendesse a totalidade dos 39 milhões de acções que tem em carteira, a VFF encaixaria 44,3 milhões com esta operação. Tendo em conta que a "holding" pretende manter uma participação residual no banco, o valor a arrecadar com a venda da maior parte da sua posição ficará abaixo deste montante.

 

Tiago Violas Ferreira já tinha anunciado publicamente a intenção de vender a sua posição na OPA, apesar de ter considerado baixo o preço oferecido pelo CaixaBank. A VFF chegou mesmo a pedir à CMVM que nomeasse um auditor independente que fixasse o valor da contrapartida, alegando que a oferta só pode ter sucesso porque Isabel dos Santos viabilizou a desblindagem de estatutos do BPI, depois de o banco ter proposto vender à Unitel, empresa controlada pela empresária angolana, o controlo do Banco de Fomento Angola (BFA).

 

Os Violas alegaram que a venda de 2% do BFA à Unitel por 28 milhões de euros, foi uma forma de favorecer a segunda maior accionista do BPI, Isabel dos Santos, em detrimento dos restantes investidores. No entanto, como o preço da OPA do CaixaBank, 1,134 euros por acção, corresponde à cotação média ponderada do BPI nos seis meses anteriores ao fim do limite de votos do BPI – que deu o controlo do banco ao grupo catalão e tornou a oferta obrigatória –, a CMVM entendeu que o valor da contrapartida cumpria os requisitos legais.

 

Além da VFF, a lista de accionistas qualificados do BPI inclui ainda o CaixaBank, com 45,5% do banco; Isabel dos Santos, com 18,8%; a Allianz, com 8,4%; e o Banco BIC, com 2,284%.
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