pixel

Negócios: Cotações, Mercados, Economia, Empresas

Notícias em Destaque

Escolha o Jornal de Negócios como "Fonte Preferida"

Veja as nossas notícias com prioridade, sempre que pesquisar no Google.

Adicionar fonte

Sonae diz que taxa sobre lucros extraordinários "penaliza quem investe no país"

CEO da Sonae, Cláudia Azevedo, descreve, aliás, a nova contribuição ao Estado como um "imposto sobre o crescimento" no caso do grupo que lidera e lamenta que a medida só tenha paralelo na Hungria.

José Gageiro
16 de Março de 2023 às 15:14

O administrador financeiro da Sonae, João Dolores, diz que a taxa sobre lucros extraordinários que vai ser aplicada ao retalho alimentar "penaliza quem investe no país", embora antecipe que o valor seja "residual" comparando com a generalidade dos impostos que o grupo já paga.

Aos jornalistas, durante a conferência de imprensa de apresentação dos resultados financeiros da Sonae em 2022, João Dolores apontou desde logo o dedo ao conceito, considerando "não ser correto" considerar lucros extraordinários ganhos acima do esperado de "uma empresa que investe no país, abre lojas e cria emprego". E puxou dos números: "Nos últimos quatro anos, abrimos mais de 400 lojas no retalho alimentar, fizemos investimentos de mais de 800 milhões de euros em Potugal, criamos mais de 5.000 empregos, pelo que é natural que os lucros também subam do ponto de vista absoluto. Estar a penalizar quem investe no país parece mau princípio", vincou.

A CEO da Sonae, Claúdia Azevedo (na foto), falou mesmo num "imposto ao crescimento" no caso do grupo que lidera e lamentou que a nova contribuição a cobrar à distribuição alimentar só tenha paralelo na Hungria.

Relativamente ao valor a ser pago pela Sonae, João Dolores explica que os cálculos ainda não estão feitos mas que, "face à pressão na rentabilidade" sentida pelo grupo, não será um montante avultado. "A nossa expetativa é que valor que venhamos apagar seja marginal face à generalidade de impostos que pagamos ao Estado português", indicou.

Em causa figura a contribuição extraordinária e temporária de 33% que vai ser cobrada às empresas da distribuição alimentar e da energia que, em 2022, tenham registado um aumento de 20%  face à média dos lucros tributáveis conseguidos nos quatro anos anteriores (de 2018 a 2021). No conjunto dos dois setores, o Governo prevê encaixar uma receita entre 50 milhões e 100 milhões de euros.

Ver comentários
Publicidade

C-Studio é a marca que representa a área de Conteúdos Patrocinados do universo Medialivre.
Aqui as marcas podem contar as suas histórias e experiências.

Publicidade

C-Studio é a marca que representa a área de Conteúdos Patrocinados do universo Medialivre.
Aqui as marcas podem contar as suas histórias e experiências.

Publicidade

C-Studio é a marca que representa a área de Conteúdos Patrocinados do universo Medialivre.
Aqui as marcas podem contar as suas histórias e experiências.