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Duro Felguera abandona projeto de hidrogénio para Tecnimont em Portugal

Participada espanhola da Mota-Engil pediu proteção contra credores em dezembro para negociar plano de reestruturação. Decisão de rescindir o contrato com os italianos foi tomada após considerar que os termos não eram financeiramente benéficos, apesar de a execução da obra em Sines rondar os 30%.

Duro Felguera
Duro Felguera Sergio Perez/Reuters
27 de Janeiro de 2025 às 11:28

A espanhola Duro Felguera, na qual a Mota-Engil detém diretamente 12%, decidiu abandonar um projeto que estava em construir em Sines para a italiana Maire Tecnimont, ligado ao negócio do hidrogénio.

A informação foi avançada pelo El Economista, com fontes financeiras a explicarem ao jornal que a decisão de rescindir o contrato foi tomada pela empresa que considerou que os termos do acordo não eram financeiramente benéficos para o grupo, apesar de se tratar de uma empreitada pequena, com poucos Mw, e cuja execução, que ronda já os 30%, deixa então agora a meio.

O abandono da central de hidrogénio insere-se na revisão das diferentes unidades de negócio que a administração da Duro Felguera está a pôr em marcha no sentido de abandonar as que não se enquadram nos padrões de rentabilidade que pretende estabelecer, pelo que, segundo o mesmo jornal, outros contratos poderão, por isso, ser suspensos nos próximos meses.

Tal sucede depois de a empresa especializada nos setores energético e industrial ter avançado, em dezembro, com um pedido de proteção contra credores,  na sequência de um processo instaurado pela argelina Sonelgaz, que reclama o pagamento de 413 milhões de euros, sendo que, como noticiou o Negócios, a Mota-Engil não está disponível para colocar mais dinheiro na Duro Felguera.

A construtora portuguesa detém hoje diretamente 12% da Duro Felguera, depois do acordo celebrado em 2023 em que a Mota-Engil México – na qual controla 51% - concedeu um empréstimo de 40 milhões de euros à espanhola, na mesma altura em que o grupo Prodi, seu parceiro na empresa mexicana, avançou com um outro empréstimo de 50 milhões, ambos já convertidos em capital. Assim, caso a situação da Duro Felguera se agrave e a empresa acabe em insolvência, a Mota-Engil perderá no máximo os 20 milhões do investimento que realizou nesta participada, relativamente à qual, no âmbito de um acordo parassocial, pode também exercer a qualquer momento uma opção de venda ao grupo Prodi.

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