Construção Mota-Engil entra no Chile, Paraguai e República Dominicana

Mota-Engil entra no Chile, Paraguai e República Dominicana

A adjudicação de um conjunto de novos contratos já em 2016 reforça a carteira de encomendas do grupo na América Latina em 265 milhões de euros.
Mota-Engil entra no Chile, Paraguai e República Dominicana
Bruno Simão/Negócios
Maria João Babo 05 de abril de 2016 às 11:20

A Mota-Engil anunciou esta terça-feira ter ganho a adjudicação de novos contratos na América Latina e a entrada no Chile, República Dominicana e Paraguai, reforçando a sua carteira de encomendas nesta região em 265 milhões de euros.

Em comunicado, o grupo sublinha que estes contratos resultaram do fecho de negociações em 2016, não sendo desta forma considerados na carteira relativa a Dezembro de 2015, que era de 4,1 mil milhões de euros.

No Chile, onde o grupo tem um escritório de representação comercial para acompanhar as maiores empresas mineiras na região, a Mota-Engil ganhou o primeiro contrato para reparação no porto de Antofagasta, a segunda região do País e localizada a 1.400 quilómetros de Santiago do Chile, numa região que é a maior produtora de cobre do Mundo, sendo o valor de contrato em moeda local equivalente a 5,8 milhões de euros.

Na República Dominicana, a Mota-Engil participará no projecto de construção Ciudad Juan Bosch, onde assegurou um contrato para a construção de 1.704 apartamentos de baixo custo, num valor de contrato de 41,8 milhões de euros, com um prazo de construção em 18 meses.

Também neste mercado, adianta ainda a empresa em comunicado, está a avaliar a possibilidade de intervenção no negócio dos resíduos, "sendo o know-how da EGF uma vantagem competitiva assinalável para o posicionamento da Mota-Engil neste mercado", afirma.

No Paraguai, mercado que esteve em estudo durante os últimos dois anos, a Mota-Engil assinou um contrato com o Ministério de Obras Públicas e Comunicações para a concepção e construção do sistema de transporte público de passageiros do sistema de transporte público Asunción y San Lorenzo – Projecto BTR.

Este projecto terá um valor contratual de 45,6 milhões de euros e um prazo de execução de 22 meses, marcando a entrada da Mota-Engil neste mercado onde pretende continuar a avaliar outros projectos similares.

Quanto aos mercados onde o grupo tem uma presença consolidada na região, como é o caso do México, o grupo viu confirmada a adjudicação de um novo projecto de construção de um troço rodoviário de 13 quilómetros na estrada Compostela – Las Varas, no Estado de Nayarit, com um prazo de um ano num contrato de 30,8 milhões de euros.

 

No Peru, obteve um conjunto diverso de novos contratos na manutenção de vias rodoviárias, trabalhos de mineração e fundações para gasodutos num valor total de 135 milhões de euros, destacando um contrato no valor de 75 milhões para fornecimento e operação de produção de agregados para projectos de mineração de Antamina.

Já no Brasil, a Mota-Engil viu ser reforçada a sua carteira com as Obras Forquilha III e IV num montante total de 5,7 milhões de euros, sendo uma obra de drenagem e terraplenagem, num novo projecto com a companhia mineira Vale.

"Com este conjunto de novos projectos adjudicados em 2016, a Mota-Engil reforça a sua carteira de encomendas em 265 milhões de euros e a sua presença na região da América Latina em três novos mercados, passando a actuar em sete países na região", sublinha ainda o grupo no comunicado.

A empresa anunciou segunda-feira à noite uma queda de 62% dos resultados líquidos em 2015 para 19 milhões de euros.O volume de negócios subiu 3% para 2.434 milhões de euros, influenciado directamente pela América Latina e Europa. 




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