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Accionistas da SLN lançam fortes críticas à gestão de Cadilhe

Accionistas representativos de 20% do capital da Sociedade Lusa de Negócios constituíram uma associação para defender os interesses da holding e do Banco Português de Negócios. Em conferência de imprensa lançaram fortes críticas ao antigo presidente das duas instituições.

Maria João Gago mjgago@negocios.pt 21 de Outubro de 2009 às 12:03
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Accionistas representativos de 20% do capital da Sociedade Lusa de Negócios constituíram uma associação para defender os interesses da “holding” e do Banco Português de Negócios. Em conferência de imprensa lançaram fortes críticas ao antigo presidente das duas instituições.

A associação de defesa dos accionistas da SLN, que foi constituída em Outubro e representa 20% do capital, pretende que a sociedade que tem mais de mil accionistas não seja controlada apenas por um núcleo de 10 a 15 accionistas, concentrados na SLN.

Em conferência de imprensa, o presidente da nova associação, António Vilela, apelou à criação de um grupo de trabalho que defenda os interesses conjuntos da SLN e do Banco Português de Negócios. “Os interesses são absolutamente convergentes. O maior credor da SLN é o BPN”, referiu.

A associação defende que este grupo de trabalho deve definir as responsabilidades e o valor da dívida e como se vai escalonar o seu pagamento.

Na conferência de imprensa, a associação aproveitou também para lançar fortes críticas à anterior gestão das duas companhias, lideradas por Miguel Cadilhe.

Houve uma “forte responsabilidade e incúria em todos os actos praticados. Miguel Cadilhe recebeu 12,5 milhões de euros à cabeça, o que resultou numa delapidação do património do Grupo”, assinalou Carlos Almeida, vogal da direcção da associação, revelando “insatisfação total” face àquela liderança.

Já António Vilela manifestou algum desencanto com a actuação de Miguel Cadilhe. “Esperávamos que a administração de Miguel Cadilhe trouxesse uma mais valia diferente e parece-nos que houve um bocadinho de politização e partidarização da função de presidente” da SLN e do BPN. “Houve uma crispação permanente com o Banco de Portugal que não era saudável”, acrescentou.

Na mesma conferência de imprensa a associação adiantou que o BPN, já nacionalizado, executou dívida de accionista da SLN, uma vez que estes tinham dado acções da SLN como garantia a empréstimos contraídos.

Deste modo, o banco ficou com as acções da SLN, avaliando-as em 2,5 euros, e tornando-se accionista da SLN com mais de um milhão de acções, revelou António Vilela, acrescentando que a operação data de 7 de Julho.

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