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Aethel vai explorar minas de Moncorvo

A Aethel Mining, detida por Ricardo Santos Silva e Aba Schubert, vai explorar as minas de Moncorvo, cuja concessão estava nas mãos da portuguesa MIT – Ferro de Moncorvo. As autoridades já aprovaram a exploração das minas, que está parada há cerca de 30 anos.

Sara Antunes saraantunes@negocios.pt 05 de Novembro de 2019 às 18:36
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A Aethel Mining "recebeu aprovação da Direção-Geral de Energia e Geologia (DGEG) para assumir o controlo da mina de Moncorvo", pode ler-se num comunicado enviado para as redações esta terça-feira, 5 de novembro.

 

A Aethel Mining, detida por Ricardo Santos Silva e Aba Schubert, conseguiu garantir assim a exploração das minas que estão paradas há cerca de 30 anos.

 

"As Minas de Moncorvo são atraentes para a Aethel Mining não só pelas suas perspetivas económicas, mas também pelo seu perfil de sustentabilidade - sendo um depósito de minério de ferro muito significativo no coração da Europa - e pelo seu potencial para revitalizar um ativo histórico da economia local", realça a empresa no mesmo comunicado.

 

"A Aethel Mining está muito entusiasmada com o reinício da operação mineira neste ativo histórico e que levará Portugal de volta a uma posição de liderança na mineração europeia", salientou Ricardo Santos Silva, citado em comunicado.

 

A MIT – Ferro de Moncorvo, empresa mineira portuguesa, assinou em 2008 um contrato prospeção da concessão Moncorvo, tendo pedido em 2016 a celebração de um contrato de concessão de exploração da área de 4.624,5 hectares. Certo é que a exploração das minas não chegou a avançar.

 

Em maio, o presidente da Câmara Municipal tinha já revelado, ao Correio da Manhã, que esperava que as questões burocráticas associadas à exploração destas minas fossem ultrapassadas nos seis meses seguintes e que a atividade pudesse arrancar ainda em 2019.

 

O nome Aethel não é novo, tendo sido uma das empresas interessadas na compra do Novo Banco. A Aethel chegou a apresentou uma proposta de compra de até 4 mil milhões de euros, com algumas condições. E chegou inclusivamente a criticar o Governo liderado por António Costa por querer vender o banco à Lone Star "a qualquer custo".

Ricardo Santos Silva e Aba Schubert são também co-fundadores da Dorae, uma start-up nascida em 2014 que se dedica à blockchain, que em 2018 contratou Miguel Relvas. O ex-ministro-adjunto e dos Assuntos Parlamentares do governo de Passos Coelho já tinha trabalhado com os dois responsáveis, na Pivot SGPS, sociedade através da qual Santos Silva e Aba Schubert, em parceria com outros nomes como o ex-ministro Miguel Relvas, quiseram comprar o Efisa, antigo banco de investimento do BPN.

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