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Associação BRP quer Governo “mais estratégico e ambicioso” no apoio às empresas

A Business Roundtable Portugal (Associação BRP) reagiu às medidas anunciadas pelo Governo para apoiar o setor empresarial a enfrentar o cenário de inflação.

Empresas têm margem para decidir medidas de proteção a implementar.
Rui Minderico
Patrícia Naves patricianaves@negocios.pt 16 de Setembro de 2022 às 17:44
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A Associação Business Roundtable Portugal (Associação BRP) reagiu esta sexta-feira às medidas de apoio do Estado ao setor empresarial, dizendo esperar que o Governo português seja "mais estratégico e ambicioso" na sua atuação, até por concordar que alguns aspetos da atual crise são "mais estruturais e permanentes".

Um dia depois do ministro da Economia, António Costa e Silva, ter apresentado o pacote de medidas para ajudar as empresas a enfrentar os efeitos da inflação e dos custos elevados da energia, a Business Roundtable reagiu em comunicado, começando por destacar os aspetos da iniciativa que considera positivos: o conceito de "manter os esforços em sede de consolidação e da sustentabilidade das contas públicas"; e a aposta "na (re)qualificação de ativos e desempregados em áreas e competências verdes" são os principais pontos destacados.

Quanto aos aspetos do pacote que a associação considera negativos: em primeiro lugar, diz a BRP que as medidas "visam apenas o curto prazo (sobretudo financiamento) e não resolvem o problema das empresas (rentabilidade e transição energética)". Em que segundo, que as medidas que contemplem o gás para a indústria e sobretudo a mais intensiva, e que não tem alternativa energética a curto prazo, "são tão pequenas que não têm impacto".

Diz também a associação que as iniciativas "continuam a discriminar as grandes empresas e assim a desencorajar e penalizar o crescimento e o sucesso das pequenas e médias empresas que o país precisa para se desenvolver, ser mais competitivo e pagar melhores  salarios".

A Roundtable discorda de ser o Banco do Fomento a "apoiar a Tesouraria com empréstimos quando devia era apoiar a aceleração da transição energética" e diz que fazem falta "medidas que resolvam os estrangulamentos do licenciamento e autorizem as redes energéticas a fazer os investimentos necessários para acelerar fortemente o aumento do autoconsumo e das renováveis ".


Lembra ainda que os apoios "devem ser apenas disponibilizados apenas a empresas que sejam viáveis, evitando o desperdício de recursos com empresas inviáveis (também chamadas de "zombies") que prendem cerca de 20% dos recursos humanos e de capital do país"; e pede "transparência na comunicação à sociedade da forma como são utilizados os apoios extraordinários que estão a ser anunciados".

Finalmente a velocidade e a qualidade da execução "é crítica" e por isso a associação desafia o Governo "a ser muito rápido e exigente na aplicação dos apoios às empresas", defende. "Portugal precisa de portugueses mais qualificados e empresas de maior dimensão para emergir desta crise mais competitivo e crescer muito mais", conclui. As medidas de apoio ao emprego, formação, exportação e reforço do financiamento dirigidas às empresas que estão a sofrer o impacto da subida dos custos da energia foram apresentadas esta quinta-feira pelo ministro das Finanças.

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