Empresas Bolsa de Hong Kong desiste da compra da LSE por causa da Refinitiv

Bolsa de Hong Kong desiste da compra da LSE por causa da Refinitiv

No mês passado, a bolsa de Hong Kong ofereceu mais de 30 mil milhões de euros para comprar a bolsa de Londres. No entanto, a tentativa da LSE de adquirir a Refinitiv fez cair a oferta por terra.
Bolsa de Hong Kong desiste da compra da LSE por causa da Refinitiv
Bloomberg
Gonçalo Almeida 08 de outubro de 2019 às 11:26

A ideia de criar um gigante do mercado de capitais, unindo a bolsa de Hong Kong com a de Londres, não foi em frente, uma vez que a Hong Kong Exchanges and Clearing desistiu da sua oferta de cerca de 33 mil milhões de euros para adquirir a London Stock Exchange.

A travar o ímpeto de Hong Kong esteve a insistência da bolsa de Londres em comprar a Refinitiv, uma fornecedora global de dados e plataformas de mercados financeiros. Esta tentativa foi mal vista pela administração da bolsa de Hong Kong.

"Apesar das discussões com reguladores e acionistas, o nível de envolvimento da LSE levou-nos a desistir da compra, uma vez que a união dos dois negócios deixou de ser do interesse dos nossos próprios acionistas", disse Charles Li, CEO da Hong Kong Exchanges and Clearing, numa nota.

Apesar disso, o líder da bolsa de Hong Kong ainda considera que "a combinação dos negócios é convincente e criaria um líder mundial".

As ações da London Stock Exchange chegaram a tombar quase 7%, após a notícia da desistência. Já a Hong Kong Exchanges and Clearing subiu 2,3%.

No mês passado, o Governo britânico, que tinha o poder de vetar o acordo se invocar motivos de interesse público, sublinhou que a bolsa de Londres é uma "parte crítica do sistema financeiro" e, como tal, iria escrutinar os detalhes da eventual operação.

Em agosto, a London Stock Exchange Group anunciou que tinha chegado a acordo para comprar a Refinitiv por cerca de 24 mil milhões de euros, uma operação que poderá estar concluída no próximo ano.

A Refinitiv é detida pela Blackstone, que adquiriu uma participação 55% à Thomson Reuters, no ano passado, ficando a Reuters com os restantes 45%. Agora, a proposta da LSE pela empresa fez recuar as intenções de Hong Kong. 




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