Caixa tem última palavra sobre posição de Manuel Fino na Cimpor
A Caixa Geral de Depósitos (CGD) terá a última palavra sobre o destino de quase metade da participação na Cimpor que é atribuída a Manuel Fino.
Ao que o Negócios apurou, mesmo que a Investifino exerça a opção de recompra dos 9,96% que há um ano vendeu à CGD com o objectivo de alienar a outra entidade, o banco público pode impedir o negócio, exercendo o direito de preferência na aquisição daquelas acções.
Este direito de preferência, acordado entre a Caixa e Manuel Fino quando o empresário vendeu 9,96% da cimenteira ao banco para saldar parte das dívidas e ter margem para renegociar os seus créditos junto da instituição, dão à CGD capacidade para, no mínimo, influenciar o destino da posição da Investifino na Cimpor.
Uma margem de manobra que pode ser decisiva numa altura em que a cimenteira é disputada por três grandes grupos brasileiros.
