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Construção passa visto “gold” à actuação do Governo

A confederação patronal do sector imobiliário (CPCI) congratula-se com a retoma do programa de concessão de vistos “gold” em Fevereiro. “Esta é a resposta cabal que estávamos a pedir ao Governo e o que podemos dizer é que foi totalmente atendida”, reconhece.

Correio da Manhã
Rui Neves ruineves@negocios.pt 23 de Março de 2016 às 10:02
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Há quinze meses que não eram concedidos tantos vistos "gold". Em Fevereiro, foram atribuídas 144 autorizações de residência para investimento (ARI), num total de 89,3 milhões de euros, dos quais 91%  dizem respeito à aquisição de activos imobiliários.

A Confederação Portuguesa da Construção e do Imobiliário (CPCI) "congratula-se" com os resultados obtidos pelo programa de vistos "gold" em Fevereiro.

Para o presidente desta entidade associativa, "ainda mais importante que os números alcançados, e os respectivos efeitos directos, quer ao nível da dinamização de toda a actividade económica nacional, desde o mercado imobiliário, ao comércio e ao turismo, bem como o significativo acréscimo de receitas para o Estado, é o afastamento de todas as dúvidas quanto à capacidade de resposta, por parte das entidades públicas, aos investidores estrangeiros que procuram o nosso país".

Em comunicado, Reis Campos afirma que "os valores apurados são uma demonstração cabal que não há quaisquer motivos para que Portugal não possa reafirmar-se enquanto um dos destinos mais apetecíveis, à escala global, para o investimento estrangeiro.

Considerando que "já tínhamos uma oferta imobiliária de excelência, uma rede de infra-estruturas de elevada qualidade, um bom posicionamento geoestratégico, património histórico e cultural único", o presidente da CPCI realça que "também possuíamos um regime de vistos ‘gold’ que, a par do Regime de Tributação de Residentes Não Habituais, nos coloca num patamar competitivo".

Porém, ressalva o mesmo responsável, "os problemas de natureza burocrática eram bem conhecidos e ainda nos faltava garantir uma resposta, por parte do Estado, que seja capaz de garantir a confiança dos Investidores".

Nesse sentido, conclui Reis Campos, "esta é a resposta cabal que estávamos a pedir ao Governo e o que podemos dizer é que foi totalmente atendida. Esperamos agora que este trabalho continue a revelar resultados e que se possa recuperar o tempo perdido e, acima de tudo, os investimentos perdidos, já que, ao longo dos últimos meses, os outros países foram ocupando um espaço que Portugal já tinha ganho, mas infelizmente, desperdiçou".

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