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Crescimento da zona euro mantém-se, mas com diferenças entre setores

A recuperação foi "particularmente forte" nos setores que mais beneficiaram da flexibilização das restrições adotadas durante a pandemia, mesmo que tenham enfrentado escassez de pessoal, diz o Banco Central Europeu.

Reuters
Lusa 22 de Julho de 2022 às 12:33
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As 71 maiores empresas da zona euro notam que o crescimento da atividade económica se mantém, embora com diferenças entre setores, de acordo com um inquérito do Banco Central Europeu (BCE).

As empresas disseram ao BCE entre 20 e 29 de junho que, "apesar dos sinais de enfraquecimento da procura em alguns setores, a atividade global tem sido mais resiliente nos últimos meses do que muitos tinham previsto dada a incerteza criada pela guerra na Ucrânia e o aumento da inflação".

A recuperação foi "particularmente forte" nos setores que mais beneficiaram da flexibilização das restrições adotadas durante a pandemia, mesmo que tenham enfrentado escassez de pessoal.

As reservas turísticas para a primavera e verão atingiram ou ultrapassaram os níveis pré-pandemia.

A procura de vestuário e outros artigos pessoais também está a recuperar, de acordo com o BCE.

No entanto, os produtores e retalhistas de alimentos observam que estão a ser consumidos mais alimentos em casa e menos fora de casa em resposta à elevada inflação dos alimentos e que estão a ser consumidos produtos menos caros.

A procura de bens domésticos está também a diminuir devido à baixa confiança dos consumidores.

A procura está a descer no setor da construção, especialmente no setor residencial, devido à subida das taxas de juro, ao aumento dos custos e à "elevada incerteza".

A atividade da indústria transformadora permanece limitada em termos de oferta, com longos atrasos de encomendas, e as novas encomendas já estão a cair.

Muitas empresas afirmaram que as pressões salariais estão a aumentar, embora com divergências entre países em função do calendário das negociações salariais e da duração dos contratos, que dificultam quantificar o crescimento dos salários.

Três quartos das empresas esperam que as negociações salariais atuais ou futuras impliquem um crescimento salarial mais elevado em 2023 do que em 2022.

A maioria estima que o crescimento salarial em 2022 se situará entre 2% e 4%.

A capacidade de negociar aumentos salariais e o poder de compra é menor em países ou zonas com elevadas taxas de desemprego.
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