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Crise energética termina à meia-noite

O primeiro-ministro antecipa que a situação dos postos de combustíveis deverá normalizar nos próximos "dois a três dias".

Lusa
Rafaela Burd Relvas rafaelarelvas@negocios.pt 19 de Agosto de 2019 às 08:39
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O Governo vai propor que a crise energética, declarada devido à greve dos motoristas, termine às 24h00 desta segunda-feira, 19 de agosto. O anúncio foi feito pelo primeiro-ministro, António Costa.

"Estamos em condições de reunir o Conselho de Ministros às 9h00 da manhã para propor três coisas: primeiro, o fim da crise energética às 24h00 de hoje; segundo, terminar, a partir das 10h00, com a rede REPA exclusiva, o que significa que todos os postos REPA poderão começar a abastecer o público em geral; e terceiro, elevar para 25 o limite dos litros que podem ser vendidos na rede REPA ao longo do dia de hoje", declarou o primeiro-ministro, nas instalações da Entidade Nacional para o Mercado de Combustíveis (ENSE).

António Costa antecipa que, depois de aprovadas estas propostas, a situação dos postos de combustível deverá normalizar nos próximos "dois a três dias".

O anúncio foi feito depois de, no domingo, o Sindicato Nacional de Motoristas de Matérias Perigosas (SNMMP) ter terminado com a paralisação, que durava há sete dias. A greve dos motoristas, que começou no dia 12 de agosto, foi convocada pelo SNMMP e pelo Sindicato Independente dos Motoristas (SIMM), mas este último desconvocou o protesto na quinta-feira à noite, após um encontro com a Antram sob mediação do Governo.

O SNMMP também chegou a pedir a mediação do Governo para negociar com a Antram, mas a associação dos empresários do setor recusou negociar com os motoristas enquanto a greve se mantivesse. Este sindicato acabou, assim, por também desconvocar a greve, preparando-se agora para um processo de negociação que será mediado pelo Governo.

"As partes partirão amanhã para a reunião que dará início ao processo de negociação. É fundamental evitar um novo conflito desta natureza e a melhor forma de consegui-lo é através do diálogo social e da negociação coletiva", disse ainda António Costa.

(Notícia atualizada pela última vez às 08h44 com mais informação)
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