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Custo das matérias-primas para veículos elétricos mais do que duplicou em 2 anos

O aumento dos preços destes materiais está a alargar a distância entre os custos dos veículos elétricos e os de combustão, que também estão a sofrer aumentos dos preços das matérias-primas.

Caso as fabricantes automóveis apostem apenas nos veículos elétricos, a indústria de componentes em Portugal poderá perder entre 6 e 9 mil dos mais de 62 mil empregos atuais.
João Cortesão
Lusa 23 de Junho de 2022 às 09:59
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Os preços das matérias-primas necessárias para a produção de veículos elétricos subiram mais do dobro em dois anos, apurou um estudo da empresa norte-americana AlixPartners.

O documento assinala que materiais como cobalto, níquel e lítio, necessários para produzir baterias elétricas, aumentaram 144% desde março de 2020.

Na base do aumento, o preço médio das matérias-primas de um veículo elétrico está agora em 8.255 dólares, quando em março de 2021 era de 3.381.

Só os custos de materiais específicos passaram de dois mil dólares por veículo elétrico para 4.500.

O aumento dos preços destes materiais está a alargar a distância entre os custos dos veículos elétricos e os de combustão, que também estão a sofrer aumentos dos preços das matérias-primas.

Para AlixPartners, o valor médio das matérias-primas necessárias para produzir um veículo de combustão está agora em 3.662 dólares por automóvel, menos 4.593 dólares do que para os elétricos.

O documento da AlixPartners avançou que o aumento dos custos é fruto do rápido aumento da produção dos veículos elétricos pelas principais companhias automobilísticas do mundo.

Prevê-se que para 2028, os veículos elétricos representavam 33% das vendas mundiais de automóveis, proporção que em 2035 deve chegar a 54%.

O ano passado, apenas oito por cento de todos os veículos vendidos no mundo eram elétricos.

Entre 2022 e 2026, o setor automóvel tem previsto investir 526 mil milhões de dólares na produção de veículos elétricos.
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