Outros sites Cofina
Notícias em Destaque
Notícia

Empresas londrinas apostam em refeições económicas para atrair trabalhadores de volta ao escritório

Uma das maiores empresas de catering do mundo diz que esta é a nova tendência em Londres: oferta de refeições mais baratas para incentivar o trabalho presencial.

TOM NICHOLSON
Negócios com Bloomberg 27 de Novembro de 2022 às 11:00

Há cada vez mais empresas londrinas a oferecer refeições a preços acesíveis, como forma de convencer os funcionários a regressarem ao trabalho presencial, numa altura em que a inflação fez subir o preço da alimentação.

"Há imensa comida de conforto, bem como um foco na saúde e no bem-estar. Temos fish and chips às sextas-feiras e o curry katsu de frango está a tornar-se um dos itens mais populares no menu", conta à Bloomberg o CEO da Compass, Dominic Blakemore. E continua: "pode ser frango ou porco. Podem ser alternativas àquilo que está, de momento, a um preço mais elevado. Podemos trocar truta por salmão, marisco por carne branca. Desta forma, conseguimos dar uma vantagem de custo que beneficia o cliente".


A Compass – uma das maiores empresas de catering do mundo, que opera com milhares de clientes a nível global – tem observado que o aumento do número de empregadores a oferecer refeições subsidiadas tem funcionado como "um impulsionador para trazer as pessoas de volta ao local de trabalho", depois de a pandemia ter deixado muita gente em teletrabalho.

 

As refeições mais acessíveis no local de trabalho são uma possível solução para compensar os custos do regresso ao trabalho presencial, com a crescente inflação e o aumento das taxas de juro têm vindo a pesar nas carteiras.

Com uma crise financeira à porta, muitos sentem-se mais pressionados a regressar ao escritório, como forma de garantir o emprego. O cenário de total teletrabalho, que se viveu na primeira fase da pandemia, tem vindo a mudar: Blakemore diz que a média semanal de ocupação do escritório da Compass é, agora, ligeiramente acima de três dias, quando no pré-pandemia era de quatro dias.

"Todos os meses vemos [o trabalho presencial] crescer. Suspeito que num ambiente económico difícil somos capazes de ver uma maior presença nos locais de trabalho", comenta o empresário.

Ver comentários
Outras Notícias
Publicidade
C•Studio