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Estados Unidos levantam sanções à Rusal

A Rússia pode respirar de alívio: os Estados Unidos da América levantaram as sanções sobre três empresas russas, entre elas a gigante do alumínio Rusal. O mercado da matéria-prima já regista quebras.

Reuters
Ana Batalha Oliveira anabatalha@negocios.pt 28 de Janeiro de 2019 às 07:51
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O departamento do Tesouro dos Estados Unidos levantou as sanções que tinha imposto sobre três firmas associadas ao oligarca russo Oleg Deripaska, aliado de Vladimir Putin – entre elas, a gigante do alumínio Rusal.

Os planos para o cessar das sanções já haviam sido anunciados em dezembro, mas só agora foram concretizados. Rusal, EN+ e EuroSibEnergo JSC são as empresas que beneficiaram do alívio. Apesar do recuo na penalização a estas empresas, "todas as sanções sobre Deripaska continuam em vigor", comentou, em comunicado, o gabinete do Tesouro.

A permitir este alívio está um acordo conseguido entre os Estados Unidos e Deripaska, no qual este último se comprometeu a cortar a participação em cada uma destas empresas para menos de 50%, abdicando de qualquer posição maioritária, e ainda concede submeter estes negócios a "transparência total com o Tesouro americano", sujeitando-se a auditorias, certificações e a pedidos de relatório.

Paralelamente, a EN+ anunciou que o conselho de administração irá receber sete diretores independentes e uma troca de títulos com Ivan Glasenberg, da suíça Glencore.

O levantamento das sanções era determinante para a continuidade do negócio. No caso da Rusal, que está entre as maiores empresas que sofreram medidas desta índole da parte dos Estados Unidos, os últimos oito meses de penalizações significaram perdas de 9,2 mil milhões de dólares, mais de metade do valor da empresa.

Os EUA decidiram sancionar empresas russas na sequência de suspeitas da interferência do Kremlin nas presidenciais americanas – sendo que os oligarcas responsáveis pelas empresas têm fortes ligações ao Governo. A Rusal, sendo uma das maiores produtoras mundiais de alumínio, é um dos exemplos mais visíveis. 

O alumínio perde

As cotações do alumínio dispararam em abril, na altura em que foram impostas as sanções, mas o valor tem estado a cair desde que se sabe da intenção de as retirar. Esta segunda-feira, o metal segue a perder 1,4% na London Metal Exchange (LME)

A Rusal é responsável por 6% da produção mundial de alumínio. As sanções impostas pelos EUA provocaram o receio de que a produção da Rusal tivesse de encerrar em diversas localizações, justificando as oscilações do preço do alumínio.
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