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Estaleiros de Viana estão sem financiamento desde o ano passado

Na resolução em que aprovou um financiamento de 31 milhões de euros para pagar as rescisões e outras medidas prioritárias na ENVC, o Governo descreve uma empresa com “exploração fortemente deficitária”, sem acesso a financiamento desde 2012 e que “não procedeu às adaptações que a crise no sector justificava”.

Ricardo Castelo
Miguel Prado miguelprado@negocios.pt 10 de Dezembro de 2013 às 11:39
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A ENVC – Estaleiros Navais de Viana do Castelo encontra-se desde 2012 “sem financiamento próprio por recurso ao sistema financeiro, permanecendo bastante limitada no exercício da sua actividade”, segundo uma resolução do Conselho de Ministros que foi agora publicada.

 

A nota do Governo sublinha que a ENVC tem uma “exploração fortemente deficitária, que se traduz numa situação económica difícil”. E foi por isso que o Executivo decidiu na semana passada incumbir a gestão da ENVC de proceder à redução de efectivos, bem como à “reestruturação da organização dos recursos materiais e produtivos da empresa”.

 

A declaração da ENVC como uma empresa “em situação económica difícil” foi o argumento para justificar a concessão à Empordef, accionista única da ENVC, de um financiamento bancário até 31 milhões de euros, que servirá, em grande parte, para pagar o custo das rescisões.

 

A resolução do Conselho de Ministros, que foi esta terça-feira publicada na íntegra em “Diário da República”, evidencia as dificuldades financeiras dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo, que em Junho deste ano tinham um passivo total de 264 milhões de euros, dos quais 168,8 milhões de euros de passivo financeiro.

 

O financiamento de 31 milhões de euros para a reestruturação da ENVC surge em paralelo com a adjudicação à Martifer da subconcessão da área que o Estado tinha concessionado até 2031 à ENVC.

 

O Governo nota ainda que a gestora dos estaleiros de Viana do Castelo “não procedeu às adaptações que a crise no sector justificava”, acumulando passivos de 264 milhões de euros, “não se antecipando a possibilidade de reversão dos mesmos num período de médio prazo”.

 

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