Empresas Francisco Lacerda: “Os CTT não mentem”

Francisco Lacerda: “Os CTT não mentem”

O presidente executivo dos CTT garantiu esta quarta-feira que a empresa “não presta informação enganosa, nem mente às populações, nem às autoridades”.
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Sara Ribeiro 20 de fevereiro de 2019 às 17:39

Em resposta às acusações da Anacom sobre os CTT prestarem informação enganosa, Francisco de Lacerda sublinhou que a empresa segue "as normas europeias" no que toca à contabilização das reclamações. E, por isso, os CTT "não prestam informação enganosa, nem mentem às populações, nem às autoridades", garantiu o presidente executivo da empresa durante a apresentação de resultados de 2018 que está a decorrer na sede dos CTT.

 

Francisco de Lacerda reiterou, assim, a informação prestada pela empresa relativa ao número de queixas e que contraria os dados divulgados pelo regulador.

 

Durante o encontro com jornalistas, o gestor sublinhou ainda que "os CTT não estão a abandonar as populações, antes pelo contrário", acrescentou, referindo-se às queixas sobre o fecho de lojas. 

 

No que toca aos resultados em concreto, Francisco de Lacerda sublinhou que no ano passado as receitas totais subiram 1,4%. E "felizmente as encomendas estão a subir. Em Portugal é uma explosão mais limitada face a outros países. Mas entre 2016 e 2018 registámos um crescimento de 40% na área de negócio de encomendas". 

 

O CEO dos CTT considerou ainda que os correios "têm sido dos principais impulsionares do e-commerce em Portugal". E em breve vão reforçar esta aposta com o lançamento da plataforma Doot, em parceria com a Sonae. "Estamos a chegar ao mercado por estes dias, revelou, sem detalhar o "timing".

 

O gestor lembrou ainda que têm seguido "uma estratégia de diversificação. Estamos no correio e temos muita honra em ser o prestador do serviço universal. Mas temos de diversificar as ofertas e os pilares de crescimento são as encomendas e o banco. E fazer uma coisa não é abandonar outra. Queremos ser fortes nas três".

 

No que toca ao correio, o gestor destacou que os rendimentos cresceram 0,8% enquanto nas encomendas registaram um crescimento de dois dígitos de perto de 12%.

 

Durante o exercício de 2018, os CTT registaram poupanças de 15 milhões de euros, no âmbito do plano de reestruturação em curso, "acima do objetivo proposto" que era de 13,8 milhões de euros.

 

As mais-valias também ultrapassaram as metas propostas de 5,2 milhões de euros, uma vez que os CTT encaixaram 9,3 milhões de euros.

 

No que diz respeito aos gastos operacionais não recorrentes, atingiram os 21,6 milhões de euros, "fundamentalmente devido às indemnizações". A meta era de 20 milhões.

 

"No quadro do programa de rescisões já saíram desde novembro de 2017 419 pessoas. Dessas 161 em 2017. E em 2018 saíram 268 por rescisões por mútuo acordo".

 

Francisco Lacerda aproveitou ainda para sublinhar alguns números relativos ao Banco CTT que fará três anos em março: 430 mil clientes e um total de 348 mil contas bancárias, até final de 2018. Além disso, somou 884 milhões em depósitos e 238 milhões de crédito à habitação concedido.

(Notícia atualizada às 18:00 com mais informação)




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